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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Movimentos Sociais no Período Regencial

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"Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à ela, fomos expulsos do Paraíso e devido à ela, não podemos voltar. " Franz Kafka


Cabanagem: 1835 – 1840, Balaiada: 1836 – 1841, Sabinada: 1837 – 1838, Guerra dos Farrapos: 1835 – 1845. As revoltas de Cabanagem, Balaiada e a Revolta dos Malês tinham caráter popular e eram miseráveis, a Revolução Farropilha tinha carater elitista.



Rio Grande do Sul: República Rio-grandense A República Rio-Grandense foi proclamada a 11 de setembro de 1836 pelo general Antônio de Sousa Neto, como consequência direta da vitória obtida por forças gaúchas na Batalha do Seival, durante a Revolução Farroupilha. Os principais líderes rio-grandenses eram estancieiros, que haviam aprendido a arte da guerra nas guerras platinas, mais precisamente na Guerra da Cisplatina, com Bento Gonçalves. A Constituição da República Rio-grandense foi aprovada em 1843, em Alegrete.



Santa Catarina e Paraná: República Juliana - também conhecida como República Catarinense, foi um estado republicano proclamado dentro do território do atual estado de Santa Catarina em 24 de julho de 1839 e que perdurou até 15 de novembro do mesmo ano, foi uma extensão da Revolução Farroupilha iniciada na província vizinha do Rio Grande do Sul, onde havia sido proclamada a República Rio-Grandense. A República Juliana, proclamada por Davi Canabarro e Giuseppe Garibaldi formou uma confederação com a república vizinha, porém, sem condições de expandir-se pela província de Santa Catarina propiciou condições para que as forças do Império retomassem Laguna, cidade-sede do governo republicano.


Sabinada: Bahia 1837 – 1838: Francisco Sabino: Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira Barroso foi um médico e líder político revolucionário brasileiro na revolta emancipacionista e republicana ocorrida na Província da Bahia e que ficou conhecida como Sabinada (1837-1838). Após o movimento ser derrotado pelas forças do Governo Imperial, Sabino foi detido e julgado, juntamente com outros líderes do movimento por um tribunal composto pelos latifundiários da província baiana.


Farroupilha: Rio Grande do Sul 1835 – 1845: Produtores de charque, foi conhecida como Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha, são nomes pelos quais ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense, estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845.



As rebeliões da Sabinada e a Farroupilha tinham ideais republicanos e federalistas.


Rebeliões Populares

Cabanagem: Pará - 1835-1840) foi a revolta na qual negros, índios e mestiços se insurgiram contra a elite política e tomaram o poder no Pará, entre as causas da revolta encontram-se a extrema pobreza das populações ribeirinhas e a irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil. De cunho popular, contou com a participação de elementos das camadas média e alta da região, entre os quais se destacam os nomes do padre João Batista Gonçalves Campos, do jornalista Vicente Ferreira Lavor Papagaio.


Balaiada: Maranhão - foi uma revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então Província do Maranhão, e que após a tentativa de invasão de São Luís, dispersou-se e estendeu-se para a vizinha província do Piauí; foi feita por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros. O motivo era a disputa pelo controle do poder local, a definitiva pacificação só foi conseguida com a anistia concedida pelo imperador aos revoltosos sobreviventes.As causas foram a miséria promovida pela crise do algodão,foi derrotada por Duque de Caxias.


Revolta dos Malês: Bahia 1835 – 1836: foi uma rebelião organizada pelos negros africanos numa sublevação de caráter racial, de escravos das etnias hauçá e nagô, de religião islâmica, organizados em torno de propostas radicais para libertação dos demais escravos africanos. O termo "malê" deriva do iorubá "imale", designando o muçulmano, foi rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos.
Os Malês pretendiam tomar de assalto o poder político na sociedade de Salvador e fundar a República Islâmica Negra e posteriormente invadir o Recôncavo Baiano, objetivando assassinar os senhores de engenho e a libertação dos negros cativos nas senzalas; o movimento foi finalizado em 1836 na Água dos Meninos, quando então o movimento Male foi esmagado pelas tropas regenciai. Foi também conhecida como revolta dos escravos de Alá na cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia. O um movimento se detacou por ser urbano, pois os malês sabiam ler e escrever, se comunicavam em árabe, eram islâmicos e seus principais lideres foram: Pacifico Licutã – líder do movimento, Manoel Galafate, Luisa Abraim, Mulá Arabaque, Eram da tribo dos Nagô e Haussais. Seus principais objetivos eram: matar o governador, brancos e mulatos.


2º Reinado

1ª Fase: 1840 – 1850

Principais Aspectos: Medidas antiliberais, reforma do Código do Processo Criminal, Revolução do Conselho do Estado, implantação do “Parlamento as Avessas”. No parlamento modelo quem elegia o primeiro ministro era o parlamento e a nação, a figura do monarca era meramente figurativa, por exemplo: no Parlamento Inglês - a Elizabeth II é a chefe do Estado, o 1º Ministro Gordon Brown é o chefe do governo. No Parlamento Brasileiro - o imperador D. P. II era o chefe do Estado, o 1º Ministro era o chefe do Governo, sendo que o 1º Ministro brasileiro era nomeado pelo imperador e não pelo Parlamento da Nação.


I Golpe de Maioridade: D. Pedro assumiu com 14 anos e 7 meses, 15 anos incompletos, foi um golpe que ocorreu em 23 de julho de 1840 com o apoio do Partido Liberal, no período regencial brasileiro, os liberais agitaram o povo, que pressionaram o Senado a declarar o jovem Pedro II maior de idade aos seus 14 anos incompletos; esse ato teve como principal objetivo dar o poder para Pedro II para que embora inexperiente, pudesse mediante sua autoridade pôr fim a disputas politicas que abalavam o Brasil. Acreditavam que com a figura do imperador deteriam as revoltas que estavam ocorrendo como: farroupilha, sabinada, cabanagem, revolta dos malês e balaiada.


II Implantação da tarifa Alves Branco – 1844: 13% a 30% para produtos similares e 60% para produtos consimilares, equilibrou a balança comercial e protegeu os produtos brasileiros dos estrangeiros:
Ex: sapatos



Em 1844 com a sobre taxa aos produtos importados, quase todos da Inglaterra, o comércio brasileiro foi reduzido pelos ingleses, sendo que o político Bill Alberdeen proibiu o envio de tráfico negreiro da África para o Brasil, pois na época a mão de obra era escrava e era usada na cafeicultura, sendo este o responsável pelo equilíbrio das contas do império do séc. XIX, tornando o maior produtor de café do mundo. Em 1850 extinguiu o tráfico negreiro e ao mesmo tempo ocorreu o surto industrial.


Revolução Praieira: 1848 – 1850 Pernambuco: apresentava consistência Ideológica, foi influenciada pelo socialismo utópico europeu: Fourrier e Proudohon, onde eram ecos do socialismo Frances, esta revolução assim foi designada pelo fato do movimento ter ocorrido na Rua da Praia do Jornal Diário Novo.
Fatores determinantes: concentração fundiária e monopólio do Comércio pelos portugueses

Objetivos: Voto universal, liberdade de comércio que era feito a retálios, harmonia entre os três poderes, extinção do poder moderador e do juro convencional, emprego como garantia de vida e pressão imperial.


2ª Fase: 1850 – 1870 Ciclo do Café

Principais Aspectos:

I Conciliação Politica: conservadores e liberais.

II Era Mauá: a era da industrialização.

III Ciclo do Café: Rio de Janeiro , Vale do Paraíba – entre RJ e Oeste paulista e Oeste Paulista – eram terras planas e roxa, já com sistemas de ferrovia.



IV Guerra do Paraguai: 1865 – 1870. A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Ela foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. É também chamada Guerra de la Triple Alianza na Argentina e Uruguai e de Guerra Grande no Paraguai. Antes da guerra os paraguaios haviam feito a Reforma agrária, haviam se industrializado e tinham acabado com o analfabetismo, além de se armarem belicamente; em 1866 o Uruguai e a Argentina se desentenderam. Os principais fatores geradores da guerra foram:
a) Tríplice Aliança: Brasil, Argentina e Uruguai
b) Interesses ingleses
c) Destruição do Paraguai
d) Desgaste político do imperador
e) Ascensão do movimento político republicano.


3ª Fase: 1870 – 1889 Declínio do Império

Fatores motivadores

a) Abolição da escravatura: 13/05/1888, foi o motivo de maior importância para o fim do império
b) Ascensão do Movimento Republicano – 1870
c) Oposição da Elite Cafeeira no Oeste Paulista
d) Questão: Militar X Religião
e) Proclamação da Repúlica: 15/11/1889 culminou com o fim do período monárquico.


Republica Velha: 1889 – 1930. A Primeira República Brasileira, normalmente chamada de República Velha (em oposição à República Nova foi um período posterior iniciado com o governo de Getúlio Vargas), foi o período da história do Brasil que se estendeu da proclamação da República em 15 de novembro de 1889 até a Revolução de 1930 que depôs o 13º e último presidente da República Velha Washington Luís.


Governo Provisório: 1889 – 1890. Na noite de 15 de novembro de 1889, foi constituído o Governo Provisório da República recém-proclamada, tendo como Chefe o Marechal Deodoro, com poderes ditatoriais. O ministério foi composto de republicanos históricos, como Campos Sales, Benjamin Constant e Quintino Bocaiúva, e de liberais da Monarquia, que aderiram de primeira hora ao novo regime, como Rui Barbosa e Floriano Peixoto. O primeiro ato do novo governo foi dirigir uma proclamação ao país, anunciando a mudança de regime e procurando justificá-la. Pelo Decreto nº 1 foi adotada, a título provisório, a República federativa como forma de governo da nação brasileira, até que resolvesse a respeito o Congresso Constituinte que seria convocado. As Províncias do extinto Império foram transformadas em Estados federados.


Medidas emergenciais

1 Expulsão da família real do Brasil: Dinastia Bragança
2 Naturalização de imigrantes
3 Separação entre Estado e igreja
4 Implantação do Registro Civil e do Casamento Civil
5 Enciliamento de Ruy Barboza – Ministro da Fazenda


Emissão de papel moeda: pagamento de salários e incentivo a formação de novas empresas.


Constituição de 1891: voto universal (só no papel), as províncias se transformariam em Estados.

A Constituição foi inspirada no modelo norte americano, sendo que sua elaboração da constituição brasileira de 1891 iniciou-se em 1890. Após um ano de negociações, a sua promulgação ocorreu em 24 de fevereiro de 1891. Esta constituição vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma alteração em 1927.


A Constituição de 1824 foi inspirada no modelo frances, tripartiu os poderes em executivo, legislativo e judiciário (o voto não era secreto:adescoberto), os constituinte de 1891 elegeram o 1º presidente pós-monarquico: Marechal Deodoro da Fonseca; o voto só passaria a ser secreto na era Vargas: o vice de Deodoro da Fonseca foi Prudente de Morais que era um grande produtor de café. Essa constituição foi a única que constituição brasileira que não sofreu emendas, e foi a que teve um vigência mais longa, sendo que quando foi revogada com a Proclamação da República do Brasil era a terceira constituição mais antiga do mundo que estava em vigor, só era mais nova que as Constituições dos Estados Unidos de 1787 e da Suécia de 1809.


Republica da Espada - O período inicial da República brasileira, de 1889 a 1894 é conhecido como República da Espada, sendo o sistema de governo responsável pelo fim da Monarquia Brasileira e instaurando aquele que por muitos é considerado o primeiro governo ditatorial do Brasil; foi uma ditadura militar governado por dois militares, os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, durante este período transacional, foram comuns os levantes populares, e a repressão a focos de resistência simpátizantes do Imperador Dom Pedro II.



Gestão de Deodoro da Fonseca: O Governo Deodoro foi marcado pelo esforço da implantação de um regime republicano e por grande instabilidade política e econômica, devido as tentativas de centralização do poder e oposição por parte de outros setores das Forças Armadas. A crise teve seu ápice no fechamento do Congresso Nacional do Brasil, o que mais tarde acabou levando à renúncia de Deodoro da Fonsecapor causa de crises econômicas (encilhamento), crises políticas: atritos com o parlamento, oposição da Marinha de Guerra (monárquica)o que acabou levando a sua renúncia.


Gestão de Floriano Peixoto: foi o vice presidente da chapa de Deodoro da Fonseca, era militar e político brasileiro.presidiu como segundo presidente do Brasil entre 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, no período da República Velha; era conhecido como "Marechal de Ferro" e "Consolidador da República". Obteve apoio do PRP, partido do Marechal Deodoro, das Forças Armadas e das classes Dominantes.suas principais medidas de choque foram: restrição ao crédito e controle de juros e a especulação financeira.Em seu mandato ocorreram as Reviravoltas: Armada – RJ e Federalista no RS - classes dominantes gaúchas.


República Oligárquica - foi o entre 1894 a 1930, em que a política do país era dirigida por oligarquias agrárias e por representantes civis na presidência. Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil que favoreceu a volta do poder agrário já que estes estavam limitados a dominar somente o poder legislativo. A política que permaneceu no poder neste período foi chamada de Café-com-Leite já que seus representantes maiores eram São Paulo, maior produtor e exportador de café do país, e Minas Gerais, que apesar de não ser o maior produtor de leite se dedicava em especial a este produto. Neste período os principais governantes do país estavam fortemente ligados ao café, como é o caso de deputados, senadores, governadores e presidentes do Brasil.


Aspectos fundamentais

I Latifúndio ou grande propriedade
II Voto de Cabresto
III Coronelismo: compravam títulos de coronéis da extinta Guarda Nacional, foram o ponto de sustentação da Política Café com Leite.


Aspectos Relevantes


I Implantação da Política do Café – SP com Leite - MG
II Implantação da Política dos Governadores em 1898 (Campos Sales, onde ele criaria a criaria a Política dos Governadores: dava dinheiro para os governadores que por sua vez repassavam para as prefeituras coligadas a ele e essas por sua vez distribuíam o dinheiro para os coronéis regionais para que mantivessem o controle político a ele através do voto de cabresto.

Para acessar o esquema de como funcionava a política de Campos Sales, visualise a página ao lado.

III Implantação da Política Artificial de Valorização: não levava em
conta a lei da oferta e da procura do café em 1906 através do Convênio de Taubaté; foi o último paulista a tomar posse como presidente do Brasil. Rodrigues Alves inaugurou a "política de valorização do café", idealizada pelos cafeicultores de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, seu objetivo era solucionar o problema da superprodução do café num momento em que os preços do produto no mercado mundial estavam em queda.Para se livrarem dos prejuízos financeiros, os cafeicultores reunidos no Convênio determinaram que o governo comprasse e estocasse os excedentes, ou seja, todo o café que não fosse vendido. O café adquirido pelo governo seria depois vendido num momento mais favorável. Contudo, mesmo sendo um governo representante dos interesses das oligarquias cafeicultoras mais influentes, Rodrigues Alves discordou das decisões firmadas no Convênio de Taubaté, argumentando que elas prejudicavam o país.

2 comentários:

  1. como terminol o movimento no pará

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  2. Em 1835, a Cabanagem gerou uma sangrenta guerra entre os rebeldes e as tropas do governo central. As estimativas apontam que aproximadamente 30 mil pessoas morreram durante os cinco anos de combates. Ainda no mesmo ano, os cabanenses ocuparam a cidade de Belém (capital da província) e colocaram na presidência da província Félix Malcher. Este acordou com o governo regencial, traindo o movimento. Revoltados, os cabanos mataram Malcher e colocaram no lugar o lavrador Francisco Pedro Vinagre (sucedido por Eduardo Angelim).

    Agora com o apoio de tropas de mercenários europeus, o governo central brasileiro usou toda a força para reprimir a revolta que ganhava cada vez mais força. Após cinco anos de sangrentos combates, o governo regencial conseguiu reprimir a revolta. Em 1840, muitos cabanos tinham sido presos ou mortos em combates.

    A revolta terminou sem que os cabanos

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