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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Marx X Hegel

"É falta de educação calar um idiota, e crueldade deixá-lo prosseguir. "
Benjamim Franklin


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Definição de Dialética para Marx.

A materialidade social(a práxis social do homem esta relacionada com o subjetivismo do pensamento social, sendo um processo de mão dupla, do material ao pensamento humano; em Hegel não existe essa relação, em Marx sim, a razão esta entre o material assim como o material esta para a razão, é utilizada como fator de sistema determinante do real determinante, a razão esta para Hegel como a materialidade esta para Marx, são os fatores que constituem os sistema de mudanças.

A unidade dos contrários como conflitos do sistema da materialidade social dos homens.

Tudo esta em permanente movimento apartir das relações sociais dos homens em sua praxis social-material e na história de suas lutas sociais, suas causas, etc...
Exemplo: Sociedade medieval-Senhor X Servos
Nessa luta contra a nobreza surge a burguesia que formam o proletariado criando uma relação antagônica(um não vive sem o outro).
Exemplo: A burguesia transforma o proletariado em Força Social do Trabalho, esse capital está sendo criado para gerar lucros e acumulação de bens.

Totalidade: não é um universo de idéias, mas a materialização da práxis social do homem.
Marx: Dialética materialista: nada é estado definitivo, acabado, pronto, tudo muda a todo o momento. Ele critica o idealismo de Hegel, fundando o materialismo dialético, e começam as críticas aos pensadores idealistas.
Para Marx a Tese se transforma com o tempo.
................Antítese: é a negação da existência anterior.

Exemplo 1: o Estado absoluto(tese) com o fim do absolutismo se transforma no Estado burguês(capitalista) antítese do estado absolutista, a negação.
Exemplo 2: classe camponesa(tese) e o aparecimento o proletariado(antítese).
Exemplo 3: burguesia(tese) produz a nobreza(antítese) que produz o proletariado( a negação)
É baseado nas mudanças que as idéias produzem, no conflito das idéias, nos materiais sociais, no processo das novas idéias; é a convivência com o antagonismo dentro da unidade dialética, para se chegar à outra unidade dialética.

Unidade dialética se articula com a realidade, nenhum fato pode ser considerado um fato isolado, tudo esta inserido dentro de uma totalidade(é a totalidade da práxis social, não a universalidade das idéias) um fato que não se auto-explica; subjugada a um sistema de operações influenciando aquele fato, determina a sua mudança em um sistema totalizante( articulação com diversas particularidades).

Modo de produção capitalista: é uma totalidade, dentro dele tem uma unidade dialética básica = lucro( mercadoria enquanto objeto, é um conjunto de valores pela ação do trabalho); a mercadoria sintetiza o grupo gerado pela força de trabalho.

Definição de Dialética para Hegel.

A razão como fator determinante do real.
A unidade dos contrários como conflito de idéias.
Tudo esta em permanente movimento
Razão-------------Real

A razão só existe por causa do real, ambos inexistem sem um ao outro, nada é estático, todavia esse movimento está sempre em conflito de idéias velhas com idéias novas que automaticamente vão se tornando velhas e assim por diante, gerando a tese antítese e a síntese, uma constante afirmação/negação. A antítese é diferente da anterior, mas ela também se transforma em síntese, e essa mudança, gera o conflito de idéias, tudo girando dentro de uma esfera, não existindo fatos isolados.


Para Hegel, a dialética idealista era a metafísica e as coisas seriam imutáveis, ela era fundamentada na razão (a realidade se transformava pela luta de idéias novas) afirmação-negação-afirmação.Nada era perfeito, inexiste a homogeneidade, ele criticava Marx por incorporar isso a partir da pratica social do homem. Hegel enfrentava a materialidade como outra frente de crítica: Ludwig Feuerbach, defendia uma percepção mecanicista, ou seja, tudo era mero reflexo do mundo material, não havendo relação dialética, o homem era o que era.

Crítica de Marx ao pensamento dialético de Hegel.
A critica de Marx sobre Hegel foi de que a dialética do idealismo era do mundo das idéias, e a dialética do materialismo é posição filosófica que considera a matéria como a única realidade discordando da dialética de Hegel no que diz respeito ao materialismo defendido por Marx.

Causas da produção e reprodução dos bens materiais.
Os homens tiveram que se interagir nas organizações entre eles e a natureza para reproduzir sua existência, atender suas necessidades e a perpetuação da espécie. Essa necessidade fez com que ele se agrupasse em núcleos e se ajudasse mutuamente fazendo dessa união uma frutífera relação de sucesso no futuro e com o tempo isso colaborou para o surgimento do materialismo.


O papel do trabalho na reprodução da vida: o papel decisivo para a reprodução humana.
Com isso começou produzir artefatos em conjunto que facilitasse sua vida e conhecesse mais a natureza produtora dos materiais de que precisavam. O homem passou a reproduzir a natureza artificialmente e conseqüentemente a dominá-la, com isso, passou a produzir bens a mais do que o necessário controlando os excedentes e assim passasse a ter o poder de controle dos bens requisitados para sobrevivência.

Forças Produtivas e Forças do Trabalho
Forças Produtivas: são as ações do indivíduo sobre a natureza pela qual busca aprender o modo como aquelas obtém determinados bens baseados nas necessidades objetivas históricas de produzir sua existência, preservando, conservando, produzindo e se reproduzindo; para sobreviver ele tem que desenvolver ferramentas, máquinas, técnicas, tudo aquilo que lhes permite produzir o resultado desejado.

Forças do Trabalho: são as classes detentoras e produtoras do trabalho, quem realmente produz, responsável pela força laboral, e os que detêm os meios para que isso aconteça, os proprietários dos meios de produção das terras, as matéria primas e as máquinas.

Divisão Social do Trabalho
São as forças intelectuais e as forças de trabalho físico em um antagonismo recíproco, pois uma não vive sem a outra; são os que pensam e os que executam, até mesmo quem trabalha fica pensando o tempo todo, não criam nada, apenas executam o trabalho, este já estabelecido, sendo necessário apenas que façam-no em suas metas existentes.

Estrutura e Superestrutura
Estrutura: é a maneira como o homem se relaciona gerando a união das forças produtivas(o poder legislativo) mais as relações sociais de produção de uma sociedade, é a estrutura que forma a base , responsável pela edificação das constituições políticas e sociais.

SuperEstrutura: É a relação social de produção(poder jurídico)- o Estado, detentor da cultura, ideologia, poder repressivo e da moral, é o mundo das idéias, o mundo simbólico, é uma produção criada pelo homem que não pode ser tocada, mas é tão importante quanto a produção material, são concepções da vida de um modo particular.

Relação da natureza na existência entre Estrutura e Superestrutura
A relação entre essas duas estruturas depende de um equilíbrio mental do homem e como ele se relaciona com isso; existe todo um sistema para que isso aconteça, desde a produção até como se pensa e se trabalha. O homem precisa trabalhar no mundo material e ao mesmo tempo esta sempre pensando em como fazer isso, pois através de suas idéias é que aparecerão os resultados, A relação entre o dono dos meios de produção com quem produz está na mágica ou não da base para tudo, tudo depende da forma como exigimos as coisas e da maneira de quem é subordinado atende o pedido.

Conceito de Classe Social e Estrutura Social
Classe Social: é definida a partir da divisão das classes, não havendo homogeneização, são hierarquizadas, diferenciadas, desiguais, se definem a partir da posição de que cada indivíduo ocupa no processo de produção.

Estrutura Social: é definida pela posição social do indivíduo, de seu nível de renda e a origem de seus rendimentos, fazendo da distribuição de riquezas um separador originado pela desigualdade, você é pelo que possui.

Tese de Marx de que a história é a História da Luta de Classes
A história sempre foi marcada por conflitos sejam eles por terras, por poder, por status, estando em constantes lutas o tempo todo, até para ela mesmo tentar achar seu lugar certo nos séculos, ou seja, nada acontece se alguém com poder não impor a alguém sem poder que se faça sem discórdias; sempre foi por meio das lutas de classe que as mudanças mais importantes aconteceram e esses conflitos foram fatores importantes para impulsionar o progresso e a evolução do homem socialmente.
Toda luta de classe esta diretamente ligada a produção e junto com isso surgiram os opressores detentores do poder, sendo que esses um dia também foram perseguidos e explorados. A sociedade sempre formou estruturas produtivas tendo como referência a apropriação particular dos meios de produção criando um embate entre as classes, fato antagônico ocorrendo o tempo todo, porém em certas épocas aconteceram de modo marcante, especialmente no século XVIII, claramente pela dialética da realidade.

A cérebre frase nunca esteve tão presente nesse contexto: “quem tem manda, quem não tem obedece” e sua relação era necessária mesmo conflitante; essas lutas de classe nem sempre ocorreram de maneiras parecidas, foram mais rápidas ou lentas, diretas ou maquiadas, todos essas artimanhas culminaram em mudanças revolucionárias pela sociedade ou pelo colapso desta.

Conceito de Valor de Uso e Valor de Troca das mercadorias
Valor de Uso:
são aquelas mercadorias indispensáveis para o homem no seu dia a dia como alimentação, vestuários e até mesmo os desejos de ter algo e poder sonhar com isso, servindo como meio de sobrevivência ou de trabalho. Objetos comuns não podem ser caracterizados como valor de uso se forem encaixados nas categorias de produtos de trabalhos ou não se destinarem à troca.

Valor de Troca das Mercadorias: para se calcular o valor de troca de acordo com o tempo gasto das mercadorias usa-se a logística usada para se obter uma determinada produção, baseada no trabalho, embora não se leve em conta às diferenças entre habilidades e capacidades de quem o faça, mas a parte social do trabalho, o tempo médio gasto, é feito uma comparação na linha de produção em condições normais e o meio social apresentado.


O papel da Força de Trabalho nas Relações de Produção do Capitalismo
Esse conceito é bastante prático, o trabalhador produz e o patrão paga por essa força desprendida, ou seja, tudo se baseia na negociação de forças de trabalho por salários e isto só é permitido em mercados livres do capitalismo. As forças de trabalho têm suas características próprias, tem poder de produzir mais riquezas do que seu valor de troca, porém esse processo transformações no decorrer do tempo até hoje, desde o escravismo até o pagamento pelo serviço determinando o valor das forças de trabalho no capitalismo, foi preciso produzir, desenvolver novas técnicas de trabalho e ao mesmo tempo levar em conta que o trabalhador depende de uma variável grande em relação às condições de trabalho, como vive, se alimenta.

Idéia de transitoriedade do Modo de Produção Capitalista
Mesmo com essa transitoriedade não houve a contradição entre classes, tudo adquiriu nova roupagem para enganar o anacronismo que era o antigo sistema, não mudando muita coisa, pois as classes dominantes do capitalismo estavam fadadas a desaparecer com o novo processo que se aproximava, o socialismo. O universo da massa operária aumentava significativamente nos centros metropolitanos e a consciência de seus direitos idem, sem se darem conta, foram os detentores do poder responsáveis pelas transformações da sociedade.


A classe trabalhadora era explorada e os detentores dos meios de produção exigiam cada vez mais, esse impasse começou demonstrar sinais de insatisfação pelos operários e começaram ocorrer mudanças a partir do momento em que as apropriações e concentrações dos meios de produção que antes pertenciam a uma só classe desapareceram, foi-se formando então uma nova sociedade de base, desaparecendo as garantias da propriedade privada e garantias da burguesia como classe e o modo capitalista de produção, iniciando uma transitoriedade, aparecendo a sociedade comunista. O antigo sistema é substituído por um nova força que excluí o antagonismo, eliminando-o da sociedade civil, isso acontece por que as forças produtivas aumentaram a produção capitalista e favoreceram historicamente a intelectualidade, o progresso da industria, o comércio e a agricultura, graças ao novo socialista.

Relação entre Trabalho e Alienação na sociedade capitalista.
A alienação ao trabalho surgiu com o aparecimento do capitalismo nos seus meios de produção, com o trabalhador produzindo a vida inteira bens que muitas vezes nunca verá de seu lado e mesmo assim tem que fabricar como imposição do sistema, correndo o risco de ficar desempregado se não o fizer.
O sujeito é o trabalhador, e o objeto é o bem produzido, o trabalhador tem como meta gerar mercadoria a todo o momento e isso cria um estranho ligamento com o que produz, o criador passa a estranhar o a“criatura” ele não reconhece mais , por que isso não pertence mais a ele, o produto produzido pelo trabalhador, é confiscado , o capital passa a ser o novo dono dele retirando toda aquela ‘‘humanidade colocada por ele no produto’’ retirando completamente sua existência que por sua vez sente uma desrealização no sentido de não se identificar mais com o produto e verá como algo estranho confiscado pelo capitalismo, não se identificando mais e se distanciando, ele produz mas não tem acesso, criando uma estranha maneira de ver a forma de produção social produtiva.
Pelo fato de estar sendo cobrado a todo instante essa produção que ele não “consegue visualizar”, ele se sente pressionado, não se realiza como ser humano é infeliz e sente um desgaste imagina-se como um vilão que é responsável por ser incapaz e incompetente.

Conceito de Revolução:
Ironicamente as revoluções andaram sempre juntas com o progresso da história, numa relação antagônica, geralmente uma revolução começa com um fato que corriqueiramente possa passar despercebida, mas com o tempo pode adquirir proporções gigantescas, nem de longe lembrando o que era no início do suposto entrave; tudo gira em torno da economia quando as forças produtivas de um sistema chocam-se com outras estruturas diferentes da sua, enquanto a força mais poderosa assume, quem perde tende a desaparecer, e a vencedora começa ditar as regras de como será sua funcionabilidade e a partir dai, novos conflitos surgem até hoje essas histórias se repetem sob uma aparente tranqüilidade.
O progresso é o responsável por isso acontecer, pois desses rompimentos de ideais causados pelo tempo, as relações sociais tornam-se um problema ao desenvolvimento, isso geralmente ocorre quando os interesses representados por corporações batem de frente umas com as outras. Sa revoluções burguesas foram responsáveis pelo processo revolucionário ou libertação dessas forças sócias ultrapassadas.
Quando uma classe social impõe seu modo sistemático sobre a outra, tida então como inferior ela destrói suas existências materiais, culturais e se possível espirituais, ditando novas regras de conduta e com será o comportamento exigido. Os vencidos por sua vez, são a força propulsora que mais uma vez rebelam-se contra esses regimes ditatoriais, iniciando novas rebeliões de forma eficiente e rápida, sendo o descontentamento o combustível para iniciar novas revoluções e lutas pelo poder e posto perdido pelos seus inimigos sucessivamente até os dias de hoje.

Conceito de Comunismo
O comunismo poderia se auto denominar o reconstrutor da consciência da sociedade humana, terminando com a humanidade pré-histórica e iniciando um novo sistema de vida social, mas não é assim que acontece, quando suas idéias como as de qualquer outro sistema forem impostas a força, perdem sua finalidade e harmonia e torna-se uma força opressora, pondo um fim à idéia de que esse sistema é melhor que aquele.
A maneira como o comunismo atua é a idéia de modo coletivo e não individual(como prega o capitalismo) ou seja, quem tem divide com quem não tem, e este passa a ser beneficiado, aumentando suas forças produtivas, as relações sociais criando uma nova estrutura considerada melhor que a anterior, desaparecendo completamente com o monopólio do capital privado.
A maneira operacional do comunismo não é para ser vista como algo misericordioso, mas como uma forma “justa” de repartir o capital tirando dos ricos para dividir com os pobres, fazendo da maneira que eles pensam ser a melhor, transformando o indivíduo em produtor e consumidor, certificando-se da apropriação social das condições e dando-lhes condições de desenvolver suas capacidades intelectuais de criação pregando um mundo supostamente igual.




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