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domingo, 6 de junho de 2010

Imperialismo britânico e francês

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"Deus deve amar os homens medíocres, pois fez vários deles."

Abraham Lincoln


Imperialismo


Diferenças entre Colonialismo e Imperialismo

Colonialismo: as grandes potências européias no séc. XV e XVI eram portuguesa e espanhola, a política econômica era o mercantilismo: Pacto Colonial e o Eixo colonizador da América.



Imperialismo: as grandes potências européias a partir da 2ª metade do séc. XIX eram a francesa e inglesa, a política era o liberalismo econômico: Revolução Industrial e os Eixos colonizadores na Ásia e África. Tudo isso se concretizaria de fato com a Conferência de Berlim em 1855.





Dominações Inglesa e Francesa na Ásia e África.

Inglesa: África e Índia

A Companhia Inglesa das Índias Orientais foi fundada em 1600 e iniciou, desde 1757, a colonização de partes da Índia, aproximadamente em 1858, após derrotar uma confederação sique no Panjabe em 1849, a coroa britânica assumira o controle político de virtualmente todo o subcontinente. Tropas indianas no exército britânico desempenhariam um papel vital em ambas as guerras mundiais. A resistência não-violenta ao colonialismo britânico, chefiada por Mahatma Gandhi, Vallabhbhai Patel e Jawaharlal Nehru, levou à independência frente ao Reino Unido em 1947. A Inglaterra passou a negociar na Índia diretamente com os governos locais: Marajão, enfraquecendo o governo central e a economia local, provocando a Revolta Nacionalista dos Cipáios, que foi vencida pelos ingleses.


Inglesa: Ásia e China

A Inglaterra comprava em larga escala o chá da China mas não tinha produtos para vender na mesma proporção passando a industrializar o ópio, provocando a Guerra do Ópio, que foi vencida pelos ingleses e que impuseram a China o Tratado de Nanquim, exigindo a abertura de 5 portos chineses e o domínio da ilha de Hong Kong por 100 anos.



Inglesa: África

A Inglaterra dominou o continente africano inicialmente pelas regiões do Egito e África do Sul através da Conferência de Berlim (1884-1885) que legitimaria a anexação de todos os territórios ao longo desse corredor africano: Egito, Sudão, Quénia, Rodésia, Transvaal, etc.




Francesa: Ásia

A maior dominação do continente asiático foi na Península da Indochina – Vietnã. Na segunda metade do século XIX, o Sudeste asiático foi reduzido à condição de colônia francesa; em 1859 após 57 anos de lutas a França conseguiu dominar as cidades de Saigon e Tourane. Pouco tempo depois valendo-se da rivalidade entre os governos do Camboja e do Sião o império colonialista francês converteu o Camboja em seu protetorado (1863).
Com o avanço das fronteiras coloniais francesas para o oeste, a Inglaterra impôs sua autoridade à Birmânia (1886).


Francesa: África

As maiores dominações do continente africano foram em Marrocos, Argélia, Camarões, Congo e Senegal. A ocupação francesa na África ocorreu inicialmente no Senegal onde seriam os primeiros a estabelecerem seus entrepostos em 1624, sendo que não formaram verdadeiras colónias até ao século XIX, limitando-se a traficar escravos para as suas colonias das Caraíbas. No Oceano Índico, os franceses colonizaram a ilha Reunião em 1664, a ilha Maurícia em 1718 as ilhas Seychelles em 1756. Durante o reinado de Napoleão o Egito foi também conquistado por um breve período, mas a dominação francesa nunca se estendeu para além da área imediatamente à volta do Nilo. O verdadeiro interesse da França por África manifestou-se em 1830 com a invasão da Argélia e o estabelecimento de um protetorado na Tunísia em 1881. Entretanto, expandiram-se para o interior e para sul formando em 1880 a colonia do Sudão francês, atual Mali e nos anos que se seguiram ocupariam grande parte do Norte de África, África ocidental e central. Em 1912, os franceses obrigaram o sultão de Marrocos a assinar o Tratado de Fez, tornando-se outro protetorado.





sexta-feira, 4 de junho de 2010

Os partidos políticos franceses

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"Quando tudo parece estar certo, é por que algo esta errado"



Os Partidos Políticos

Partidos

Girondinos: representavam os interesses da aristocracia, eram consideradom um partido de direita, pois sentavam ao lado dos Estados Gerais.


Cordelieis: não tinham representatividade definida, eram considerado um partido de centro.


Jacobinos: representavam os interesses da média e baixa burguesia, eram considerados partido de esquerda e estavam divididos na seguinte forma:

Montanheses: liderados por Robespierre e Saint-Just.

Indulgentes: liderados por Danton e Marat.

Hebertistas: liderados por Hebert.


Montanheses, liderados por:

Robespierre - Maximilien François Marie Isidore de Robespierre, foi advogado e político francês, sendo uma das personalidades mais importantes da Revolução Francesa. Os seus amigos chamavam-lhe "O Incorruptível", era o principal membro dos Montanha, durante a convenção ele encarnou a tendência mais radical da Revolução, transformando-se num dos personagens mais controversos deste período; seus inimigos chamavam-lhe o “Candeia de Arras”, “Tirano” e “Ditador sanguinário” durante o Terror proporcionado por ele durante a revolução.



Saint-Just - foi um político revolucionário francês, eleito para a Convenção de 1792, votou pela execução do rei; em maio de 1793 foi eleito membro do Comitê de Salvação Pública, ao passo que desenvolveu em teoria o governo revolucionário, fazendo apologia ao terror. Foi denunciado na tribuna da Convenção dos Girondinos pelos extremistas e moderados de seu próprio partido, os Montanheses. Depois, encarregado da reorganização do exército, fez ali um extraordinário trabalho, toda a sua ação política visava criar uma democracia de pequenos proprietários de trabalhadores e artesãos, fiéis à república. Por sua intransigência durante o período de terror, foi apelidado de “arcanjo do Terror” e “arcanjo da Revolução”, foi guilhotinado em 28 de julho de 1794.


Indulgentes, liderados por:

Danton - advogado e político francês, se tornou destaque nos estágios iniciais da Revolução Francesa; torna-se membro da Sociedade dos Amigos da Constituição, que deu origem ao Partido Jacobino, organização política radical representante dos anseios das camadas populares. Danton destaca-se na defesa dos interesses do partido na Assembléia Constituinte, em 1792 quando os sans culottes assumem o governo e proclamam a República, ele ajudou-os na organização. Ao defender a negociação com a burguesia a respeito da reação burguesa contra a Lei do Preço Máximo, foi substituído por Robespierre. No final do ano fez oposição ao terror, fase da Revolução Francesa marcada pela repressão violenta a qualquer crítico do novo regime, implantado pelos jacobinos. Condenado por conspiração, morreu na guilhotina com outros 14 revolucionários, disse antes de morrer "Minha única tristeza é que vou antes de Robespierre".


Marat - nasceu na Suíça, era mais conhecido como jornalista radical e político da Revolução Francesa, seu trabalho era conhecido e respeitado por seu caráter impetuoso e sua postura descompromissada diante do novo governo, inimigo do povo e das reformas básicas para os mais pobres membros da sociedade. Foi a principal ponte entre eles e o grupo radical Jacobino, liderou para a queda da facção Girondina, em junho ele era um dos três homens mais importantes na França, juntamente com Danton e Robespierre, posterirmente seria apunhalado no coração com uma lâmina de seis polegadas enquanto estava dentro de sua banheira pela simpatizante girondina Charlotte Corday, é de sua autoria a frase "inimigo do povo".


Hebertistas, liderados por:

Hebert - foi um político francês, exerceu preponderante influência na Comuna de Paris, era chefe da facção ultra-revolucionária, entrou em luta com Robespierre onde mandou aprisioná-lo; subiu ao cadafalso com seus partidários chamados hebertistas. Pelo fato de ser um revolucionário extremista, foi eleito o porta-voz do sansculottes, tornou-se influente no clube Cordeliers onde ajudou a derrubar a monarquia em 1792. Apoiou fortemente a conversão da Catedral de Notre-Dame e 2.000 outras igrejas para o culto da Razão, pressionou o regime jacobino para instituir o Reino do Terror; em 1794 foi considerado como um extremista perigoso, foi preso posteriormene e também não escapou da guilhotina.


Principais Medidas

Assegurou amparo e assistência aos jovens carentes e aos idosos
Asegurou a educação para todos e em todos os níveis
Instituiu a Lei do Máximo, quem especulasse com preço máximo o preço do produto seria guilhotinado.


O Golpe de 9 do Termidor

Foi um golpe liderado pelos girondinos que ao terminar com a Revolução Popular, deu inicio ao período da Contra-Revolução ou Diretório. Esse golpe foi articuladao durante o processo da revolução pelos girondinos, muitos deles haviam sobrevivido ao terror (milhares de pessoas, incluindo a ex-rainha Maria Antonieta, aristocratas, clérigos, girondinos, especuladores, inimigos reais ou presumidos da revolução, foram detidos e sumariamente guilhotinados), aliados aos deputados da planície, articularam esse golpe. Em 27 de Julho - 9 Termidor, de acordo com o calendário revolucionário francês, a Convenção numa rápida manobra derrubou Robespierre e seus partidários; Robespierre apelou para que as massas populares saíssem em sua defesa mas os que podiam mobilizá-los, como os raivosos estavam mortos e os sans-culottes não atenderam ao chamado. Robespierre e os líderes jacobinos foram guilhotinados imediantamene, a Comuna de Paris e o partido jacobino deixaram de existir; o golpe 9 Termidor acabou marcando a queda da pequena burguesia jacobina e a volta da grande burguesia girondina ao poder, o movimento popular entraria em franca decadência.

Contra-Revolução ou Diretório.

Os sucessivos golpes

O Golpe do Clube de Atenas:

Liderado por Graco Babeuf - François Noël Babeuf, ficou conhecido pelo nome de Gracchus Babeuf, um jornalista que participou da Revolução Francesa e foi executado por seu papel na Conspiração dos Iguais; embora os termos anarquismo e comunismo não existissem na época em que viveu, eles foram usados posteriormente para descrever suas idéias.


O Golpe do 18 de Brumário terminou com a Revolução Francesa, esse golpe de estado no Calendário Revolucionário Francês, 9 de novembro de 1799 iniciou a ditadura napoleônica na França, os admiradores de Napoleão criaram um jornal em Paris que divulgava a imagem de um general patriota, invencível e adorado por seus soldados. Nacionalismo, glórias militares, ideal de igualdade: essas idéias fascinavam os franceses. O Golpe do 18 de Brumário marcou o início do Consulado, que foi quando a burguesia como meio de terminar a revolução, pois já durava dez anos concentrou o poder na mão de três cônsules: Napoleão Bonaparte, Roger Ducos e Emmanuel Sieyès.


Período Napoleônico

Período do Consulado: por 10 anos e depois vitalício .
Período das grandes obras
As colonizações
O Bloqueio Continental
O Governo dos 100 dias
O fim do governo


Período das Grandes Obras

Reconstruiu as estradas.
Reaparelhou os portos.
Fez uma ampla reforma educacional.
Criou o Banco da França com a finalidade de emitir moedas.
Assinou com a igreja a Concordata de Bologna, confirmando o confisco dos bens do clero.


As Coligações

PIRA- É a letra inicial dos seguintes países: Prússia, Inglaterra, Rússia e Aústria, foi no contexto histórico mais recente um Estado que surgiu a partir da Prússia Oriental e que ao longo de séculos exerceu forte influência sobre a história da Alemanha e da Europa. A última capital da Prússia foi Berlim e os dois soberanos foram a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos e a Casa von Hohenzollern. Atualmente está dividida entre a Alemanha, Polônia e a Rússia.


.........Prússia .................Inglaterra ...................Rússia ....................Áustria








O mapa da antiga Prússia pode ser visualizado na página ao lado.

Napoleão enfrentou 6 coligações formadas principalmente pela PIRA, sendo as duas primeiras na Revolução Francesa e as outras nos 4 anos seguintes do império.


Bloqueio Continental

Constituiu-se no fechamento dos portos da Europa Continental ao comando inglês, provocando assim a vinda da Família Real para o Brasil. Este bloqueio foi a proibição imposta por Napoleão com a emanação, em 21 de novembro de 1806, do Decreto de Berlim, que consistia em impedir o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Império Francês a navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Com o decreto buscava-se isolar economicamente as Ilhas Britânicas, sufocando suas relações comerciais e os contactos com os mercados consumidores dos produtos originados em suas manufaturas. Napoleão justificou tal violação do direito internacional como uma exigência de responder à ação de bloqueio dos portos franceses por navios da Marinha do Reino Unido, que anteriormente ao decreto napoleônico havia por diversas vezes sequestrado navios franceses.


Governo dos 100 Dias.

Após ter perdido a campanha na Rússia, Napoleão foi exilado na ilha de Elba, mas conseguiu furar o bloqueio, voltando a governar a França por mais 100 dias. O Governo dos Cem Dias refere-se ao período compreendido entre 1° de março de 1815 - quando Napoleão retorna do seu exílio na ilha de Elba - e 18 de junho do mesmo ano - quando seu exército, a Grande Armée, é vencido na batalha de Waterloo. Este período é a fase final das chamadas Guerras Napoleonicas, assim como do império francês de Napoleão Bonaparte.



O Tratado de Fontainebleau
Imporia o afastamento de Napoleão para a ilha de Elba, onde fogeria no ano seguinte. Desembarca na França com um exército e reconquista o poder, iniciando então o Governo dos Cem Dias. A Europa reunida prossegue a sua luta contra o exército francês. Napoleão entra na Bélgica em Junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo. Renuncia, então, pela segunda vez, é o fim do Império Napoleónico.

O mapa político do Tratado de Fontainebleau pode ser visualizado na página ao lado.


Fim do Governo

► durante o governo de 100 dias, Napoleão enfrentou a ultima coligação (campanha da Bélgica, na Batalha de Waterloo), sendo exilado definitivamente na ilha de Santa Helena, onde veio a falecer em 1821.




Congresso de Viena – Idéias Conservadoras


Princípios Básicos
Legitimidade → Doutrina Monroe.
Restauração.
Restituição → Brasil passa para a posição de Reino Unido.


Legitimidade: Doutrina Monroe - USA

► Este princípio dizia que os países que se tornassem independentes no contexto da América Latina deveriam retornar as condições de colônia da Metrópole européia, contra esses princípios posicionou-se o presidente dos USA James Monroe (Doutrina Monroe) que consistia na América para os americanos.


Restauração
Os monarcas que fossem destituídos de seus cargos por Napoleão Bonaparte, deveriam ser conduzidos ao seu trono de origem.

Restituição
Só teriam direito a receber indenizações os países que tivessem grandes extensões territoriais, este princípio influenciou na elevação do Brasil a condição de Reino Unido a Portugal e Algaves.

Santa Aliança
Era um exército formado pelos países membros do congresso que tinha como finalidade intervir nos movimentos de caráter nacionalistas e movimentos onde surgissem líderes iguais a Napoleão.

Revolução Francesa

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"A sabedoria de um tolo é o silêncio, assim como é também a tolice de um sábio"
Romulo Mattos


REVOLUÇÃO FRANCESA

A França Pré Revolucionária

Social
Política: absolutista
Econômica: a principal atividade econômica era a agricultura e a indústria era incipiente, ainda estava em seu começo.


Sociedade Estamental

1° Estado: Alto e Baixo Clero
2° Estado: Nobreza - Cortezã, Togada e Provincial
3° Estado: Alta, Média e Baixa Burguesia.

Estado: Clero Alto: bispos e cardeais.
Clero Baixo: padres e vigários.

Estado: Nobreza Cortezã: eram os nobres legítimos.
Nobreza Togada: era a alta burguesia que comprava títulos de nobreza.
Nobreza Provincial:eram os nobres em decadência.

Estado: Burguesia Alta: eram os financistas: banqueiros, empresários, industriais.
Burguesia Média : eram os profissionais liberais.
Burguesia Baixa: eram os “Sans-cullotes” e camponeses.


As Causas da Revolução Francesa

► Desigualdade social.
► Influencia das idéias iluministas e da Revolução Americana.
► Incompetência administrativa dos Bourbons.
► Crises econômicas provocadas pelos acordos assinados em condições vantajosas com a Inglaterra.


1ª Fase: Revolução Aristocrática

Os ministros de finanças:

Turgot - foi um economista francês cuja obra é considerada um elo entre a fisiocracia e a escola britânica, estudou na Universidade de Sorbonne e foi trabalhar na administração real. Aplicou com grande sucesso uma série de medidas destinadas à racionalizar a economia, defendeu o livre comércio e a interdepêndencia entre as diferentes classes econômicas. Fez reformas onde aboliu as taxas aos camponeses tinham que pagar para trabalhar, as classes privilegidas para derrubá-lo, tramaram forjar cartas contra a rainha Maria Antonieta, foi dispensado do cargo em 12 de maio de 1776; suas idéias sobreviveram e aprovaram as posteriores bases para as teorias economias.



Brienne - foi um político e um dos ministros das finanças do Rei Luis XVI na França, Em 1787 ele foi nomeado como presidente da Assembléia dos Notáveis, no qual a capacidade que ele atacou a política fiscal de Calonne, a quem sucedeu como chefe das finanças em 1° de maio de 1787. Uma vez no poder, ele conseguiu fazer o registo de parlemento editais referentes ao comércio interno livre, a criação de assembléias provinciais e do resgate da corvéia; Para esmagar a oposição a essas medidas, ele persuadiu o rei para o exílio o parlamento de Troyes. A luta do parlamento contra a incapacidade de Brienne terminou em 8 de maio em seu consentimento para um edital para a sua própria abolição, com a ressalva de que os Estados-geral devem ser convocados a sanar as perturbações do estado. Ele renunciou ao cargo de ministro das Finanças, em 25 de agosto de 1788.


Calonne - foi um estadista francês e o controlador geral das finanças do Estado, durante o reinado de Luís XVI, entre os anos de 1783 e 1787. Quando assumiu o cargo ele encontrou um déficit público de 600 milhões e não tinha idéia de como iria pagá-los. Confrontado com esse débito público e uma situação financeira que se deteriorava firmemente, Calonne adotou uma política da despesas para inspirar a confiança na posição financeira da nação. Propôs então, um imposto direto sobre as terras e a chamada aportação dos conjuntos provinciais, um imposto sobre o selo, e a redução de alguns privilégios dos nobres e do clero. Turgot e Jacques Necker já haviam tentado essas reformas, e Calonne atribuiu seu fracasso à má vontade dos parlamentares. Devido a isso ele convocou uma assembléia dos notáveis em janeiro de 1787. Para eles, ele expôs o déficit no tesouro, e propôs o estabelecimento de uma subvenção territorial, que deveria ser arrecadada em todas as propriedades sem distinção. Esta supressão de privilégios foi muito mau recebidae a assembléia recusou-se a considerar suas propostas, Luís XVI demitiu-o em 8 de abril de 1787, onde seria substituído por Étienne Charles Loménie de Brienne e exilado em Lorena.



Necker - foi economista e político suíço do século XVIII, e em três ocasiões responsável pela economia da monarquia francesa em 1776, 1788 e 1789. Dedica-se imediatamente às importantes reformas, mas menos radical e precipitado que Turgot, estas reformas abrangem os campos administrativo, social e financeiro. Em matéria financeira, Necker revoga a suspensão de pagamentos decretada por Brienne e se utiliza de expedientes para reunir 70 milhões necessários para assegurar os pagamentos até a reunião dos Estados Gerais. Na abertura destesm seu discurso concentrou-se nas questões financeiras quando os deputados eram mal acolhidos.Tomou severas medidas em relação à Assembléia Nacional, por causa disso, o Rei o demite em 11 de julho de 1789 devido a sua "condescendência extrema" com relação aos Estados Gerais. O ministro deixa imediatamente a França e chega a Bruxelas e depois a Bâle. Uma vez conhecida, esta dispensa é uma das causas determinantes para o levante popular de 14 de julho que culmina com a Queda da Bastilha.

Resumindo:
Turgot e Brienne elaboraram uma lei onde o 1° e 2° Estado deveriam pagar os impostos devidos, foram demitidos.
Calonne convocou uma assembléia dos Notórios (nobres que sofreram influências iluministas) afim de aprovar uma lei semelhante a de Turgot e Brienne, também foi demitido.
Necker convocou uma assembléia dos Estados Gerais (parlalmento) com a finalidade de aprovar uma lei onde o 3° Estado deveria assumir os impostos do 1° e o 2° Estado, estes se recusaram a pagar; nesta época surgiram problemas quanto a votação, mas o 3° Estado permaneceu reunido jurando dissolver-se quando apresentassem a França uma constituição (Assembléia Nacional Constituinte - 1791).


2ª Fase: Revolução Burgesa

A Tomada da Bastilha.
O grande medo.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
A Constituição Civil do Clero.
A Constituição Francesa de 1791.


Principais Medidas

A Tomada da Bastilha

O símbolo máximo do poder absolutista cai nas mãos dos revoltos do dia . 14 de julho de 1789, dando inicio a Revolução Francesa.





O grande medo
Os revoltos passaram a queimar os cartórios e propriedades provocando a reação da aristocracia que se encarregou de espalhar boatos de que haviam contratado marginais para punir os revolucionários, dando inicio a um período de instabilidade chamado de grande medo. Foi um período no qual o campesinato francês toma conhecimento da Revolução Francesa, o que desencadeia uma série de ataques a castelos e saques a aldeias, muitos nobres fugiram de suas propriedades propiciando o fim dos resquícios feudais na França. Pode-se dizer que o Grande medo foi o periodo em que os jacobinos atacam o primeiro e segundo estado, causando uma grande revolta na sociedade e o temor por parte da alta burguesia.



A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

Foi o principal documento burguês que introduziu a igualdade a todos perante a lei, aboliu os privilégios feudais e extinguiu a escravidão por dívida. sintetiza dezessete artigos e um preâmbulo dos ideais libertários e liberais da primeira fase da Revolução Francesa, pela primeira vez são proclamados as liberdades e os direitos fundamentais do Homem (ou do homem moderno, o homem segundo a burguesia) de forma ecumênica, visando abarcar toda a humanidade.



Principais Medidas:

Foi uma constituição promulgada: foi votada e aprovada por uma assembléia constituinte.
A forma de governo foi a monarquia constitucional.
Os poderes foram divididos em três: executivo, legislativo e judiciário.
O legislativo era exercido pelos Estados Gerais permanentemente convocados.


A Constituição Civil do Clero

Transformou os padres em funcionários civis e comuns do Estado e confiscou os bens da igreja a fim de garantir a emissão de moedas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O Iluminismo

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"laissez faire, laissez aller, laissez passer", "deixai fazer, deixai ir, deixai passar".



ILUMINISMO: iluminismo, esclarecimento ou ilustração são termos que designam um dos mais importantes e promissores períodos da história intelectual e cultural do ocidente.




Características do Iluminismo

O iluminismo foi contra o absolutismo, a igreja e tinha na razão o guia infalível para chegar-se aos verdadeiros conhecimentos.





Os Principais iniciadores do movimento para a Revolução Social


Isaac Newton: lei da gravidade - foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Sua obra Princípio da Matemática e Filosofia Natural é considerada uma das mais influentes em História da ciência, ele descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Demonstrou a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, sendo o primeiro a demonstrar que o movimento de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes, são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais; o poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo, que por sua vez difundida a noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza.


Renné Descartes: fazia o discurso sobre os métodos e falava que o mundo era dinâmico, estava em constante movimento e para explicá-lo era necessário as leis da física partindo do princípio básico: “penso logo existo” . Foi um filósofo, físico e matemático francês, durante a Idade Moderna também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius. Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica. Especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna, décadas mais tarde surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.


John Locke: foi um filósofo inglês e ideólogo do liberalismo, sendo considerado o principal representante do empirismo britânico e um dos principais teóricos do contrato social, além da alcunha de ser o pai do liberalismo econômico, fez o segundo tratado sobre o governo civil, onde dizia que os governos surgiam de um acordo entre governantes e governados, e quando os governantes estivessem fazendo mau uso do poder, caberia aos governados o direito da revelia, depor o governo tirânico e colocar em seu lugar outro que atendendese os anseios do povo.



Pensadores Franceses


Voltaire: era conhecido como o “eterno otimista”, altamente contraditório, nunca se aproximou das camadas mais baixas da população, foi excomungado pela igreja, e exilado na França. ficou conhecido pela perspicácia e espiritualidade da defesa as liberdades civis, incluindo a liberdade religiosa e de livre comércio.




Montesquieu: era conhecido como o “espírito das leis”, fez oposição a divisão dos poderes em três: executivo, legislativo e judiciário, deixando o povo fora do processo político quando propôs o “voto censitário” (baseado na renda). Ficou famoso pela sua Teoria da Separação dos Poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas constituições internacionais. Teve formação iluminista com padres oratorianos, revelou-se um crítico severo e irônico da monarquia absolutista decadente, bem como do clero católico.



Rousseau: foi um filósofo genebrino, escritor, teórico e político, sendo um dos iluministas mais marcantes de sua época ao Iluminismo francês, é considerado també, um dos precursores do romantismo. Defendia que todos os homens nascem livres, e a liberdade faz parte de sua natureza, inspirou todos os movimentos que visavam a busca pela liberdade, escreveu o Contrato Social, onde propunha uma sociedade justa e igualitária.


A Liberdade do Pensamento

Os Economistas

Fisiocratas - significa etimologicamente "governo da natureza" ou "lei da natureza". A característica de vinculação à natureza levava a tomar a agricultura e pecuária como base econômica, em oposição aos chamados mercantilista que colocavam ênfase na indústria e no comércio exterior.
Quesney: foi um economista francês que se destacou como principal figura da escola dos fisiocratas e da primeira escola de economia política. Ele afirmava que alterando-se as quantidades, e os preços deixando de ser constantes, quebrava-se o fluxo circular (o que ocorre atualmente com as ofertas e demandas). Quesney dizia que as verdadeiras fontes de riqueza de uma nação eram as atividades agrícolas e pecuárias.


Gourney: Jacques Claude Marie Vincent, foi um economista francês, fez várias viagens profissionais pela Europa, aproveitando para fazer estudos sobre o comércio; em 1751 foi nomeado intendente de comércio, percorreu com esse título diversas províncias da França, observando e combatendo abusos. Dava importância capital à indústria, lutou pela liberdade comercial; é atribuído a sua autoria a famosa frase: "laissez faire, laissez passer" ("deixar fazer, deixar passar") que tem um sentido de liberalidade, de impedir que se coíba a livre iniciativa. Gourney dizia que as verdadeiras fontes de riqueza de uma nação eram as atividades comerciais e agrícolas.


Liberalismo Econômico

Adam Smith (neoliberal):foi um economista e filósofo escocês, teve como cenário para a sua vida o atribulado século das Luzes, o século XVIII. É considerado o pai da economia moderna, é tido como o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", a sua obra mais conhecida, e que continua sendo como referência para gerações de economistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Adam Smith dizia que as verdadeiras fontes de riqueza de uma nação era o trabalho e propôs a lei da oferta e da procura.


Os Enciclopedistas

Dennis Diderot: foi um dos primeiros autores que fazeram da literatura um ofício, mas sem esquecer jamais que era um filósofo, preocupava-se com a natureza do homem, a sua condição, os seus problemas morais e o sentido do destino. Diderot não reduziu a moral e a estética à fisiologia, mas situou-as num contexto humano total, tanto emocional como racional; seu pensamento sobre a nobreza e o clero se exprime na seguinte frase: "O homem só será livre quando o último déspota for estrangulado com as entranhas do último padre". Com essa frase, ele quis dizer que todos os governantes e os dogmáticos deveriam ser completamente derrubados, para a humanidade ser livre. Diderot é considerado por muitos um precursor da filosofia anarquista.


Jean D ´Alembert: foi um filósofo, matemático e físico francês,foi co-editor com Denis Diderot desse trabalho. Na França , o teorema fundamental da álgebra é conhecida como a d'Alembert / Gauss teorema (um erro na prova de d'Alembert foi pego por Gauss). Ele também criou o seu teste de razão , um teste para ver se a série converge, o D'Alembertiano surgiu pela primeira vez na análise D'Alembert, através das cordas vibrantes, onde desempenhou um papel importante na moderna física teórica; nos jogos desenvolveu a estratégia de redução de uma aposta e a ganhar mais em uma aposta crescente, onde o que mais se perde é chamado de sistema D'Alembert.

Dennis Diderot e Jean D ´Alembert consideravam todo o pensamento filosófico numa obra de 35 volumes que definiriam as idéias liberais.