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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bahia de Todos os Santos e do BRASIL.


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ESTA POSTAGEM É DEDICADA AOS 189 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DO ESTADO.BAIANO. PARABÉNS.




História da Bahia nos três primeiros séculos até a colônia no séc. XVII – Prof. Luís Henrique: Colônia e República. Poder na Câmara Municipal: Katia Matozzo

Crônicas: quem é o autor? Quais são seus interesses? A população adentraria o interior a partir de quais interesses? Religiosos, econômicos, colonizadores? 




A Bahia até 1824 era uma capitania, depois dessa data passou a ser província.

Surgiu a Santa Casa, a Cidade portuária, a luta dos Colonos X Metrópole: Revolta dos Mascates – PE e a Revolta dos Eboabas – MG ( ex movimentos nativistas e Movimentos Coloniais), depois surgiu a Conjuração carioca RJ – 1794, a Conjuração baiana BA – 1798 e (Inconfidência) Conjuração mineira MG – 1789. O 1° Censo Geral do Brasil: 1872

Antecedentes da fundação da Cidade do Salvador
A presença européia nas Américas, A esquadra portuguesa de 1500, A presença “eventual” dos europeus nas terras brasileiras, A disputa pela posse da terra, A importância histórica da Bahia de Todos os Santos, As mais importantes expedições portuguesas, A marcante presença franco-espanhola, D. João III e os rumos da colonização, A presença de Caramuru, Entre o real e o lendário, Naufrago traidor ou agente mercantil? Atuação de Caramuru na Bahia, Relações “conflitantes ou não” com Francisco P. Coutinho. Mudanças na política portuguesa a partir de 1530. A administração particular: o Sistema de Capitanias Hereditárias, Objetivos e pontos discutíveis, A instalação dos Governos Gerais e a fundação da Cidade do Salvador, A tentativa Oficial entre 1548 – 1549.

A presença européia sempre esteve ligada as disputas de terras nas Américas, e seus “descobridores” eram de diversas nacionalidades como os espanhóis e portugueses que faziam parte dos Estados Nacionais e de outros reinos como os castelhanos, dinamarqueses, suecos, galegos, genoveses, e habitantes de outros reinos europeus menores.

As expedições aqui chegadas não eram na sua maioria de portugueses e sim de navegadores particulares, grandes comerciantes a serviço da coroa portuguesa, por exemplo, Sancho de Tovar (espanhol). Na sua maioria eram expedições cosmopolitanas. Os portugueses foram os primeiros a dominar a navegação do Oceano Atlântico e por isso existiam fatores políticos, econômicos, sociais da Europa Feudal na transição da Europa moderna.

No mundo feudal o comercio era praticamente inexistente, e o que existia era baseado nas trocas, por exemplo, não havia letras de Cambio, havia um comercio ativo entre o ocidente e o oriente pelo mar Mediterrâneo, Negro, Vermelho, pelo Golfo de Adem e Pérsico, havia também as caravanas por terra, na China o comercio era feito através do rio Amarelo até Istambul, eram comercializados produtos como a seda, sementes, especiarias, vidros, tintas, tudo isso entre os séculos XIII – XIV.

Com a tomada de Constantinopla, os turcos estavam cobrando taxas abusivas para todos os produtos que tivessem que passar por suas águas e terras, eles não proibiam o comercio como se pensava, apenas cobravam altas taxas de impostos. O comercio português começou a se desenvolver então a partir do séc. XIV adquirindo assim táticas de navegação para não ter que pagar esses impostos e começar as novas navegações pelo mar, com isso desenvolveram uma tecnologia marítima própria para isso com equipamentos métricos como o astrolábio e a bússola.

Com essa nova tecnologia marítima os portugueses chegam até os portos mais distante como os o portos russos, fazendo também expedições para a Ásia, Ceuta, Gibraltar, Tanger na busca de encontrar ouro, escravos e especiarias destacando-se a pimenta, por isso se mantiveram na dianteira da expedições do século XVI. As primeiras expedições começaram por Ceuta, Ilha da Madeira, Cabo Verde, e essas expedições possuíam todos os tipos de profissionais como os pilotos na arte de navegar, alfaiates, marinheiros, padres, missionários, grumetes (limpavam o navio, hasteavam e arriavam as velas). Toda esse movimento era aliado aos interesses comerciais e a salvação de almas prometidas aos fiéis e a própria alma dos desbravadores.

Motivação Política - Centralização dos Estados Nacionais: leis próprias e moeda única.

Mudanças Sociais: desenvolveram o comércio de troca, compra e venda, hipoteca, letra de cambio e leis comerciais

Motivação Econômica: ouro, especiarias; eram fatores que fortaleceriam a burguesia, por exemplo, o rei → burguesia → Revolução Francesa – a burguesia e o poder imperial andaram de mãos dadas até o inicio da Revolução Francesa, depois se tornaram inimigos “ferrenhos”. Os portugueses navegaram em todos os oceanos e tinham contato com pessoas do mundo todo da época, isso dava a eles o pioneirismo na arte de navegar, colonizar, expandir e ocupar terras. No Brasil em 1500 eles já sabiam das terras que “cá” existiam.

Entre 1503 – 1530 a presença eventual de europeus no litoral brasileiro foi grande, pois eram muitos os reinos que financiavam essa presença e dentre eles se destacavam os reinos privados, portugueses, espanhóis, holandeses, franceses, ingleses e principalmente piratas e corsários que se beneficiavam através das cartas de corso. Os piratas e os corsários se vendiam para o lado que mais lhes pagassem, atacando todo tipo de embarcação que cruzassem em seu caminho.

Em 1511 a nau Bretoa (FR) foi abordada por portugueses quando ia para Portugal contrabandeando produtos como algodão, peles, papagaios sendo presos e condenados a pagar multas altíssimas, em 1528 à nau Le Pelerine (O Pelegrino) foi abordada pelos portugueses em um porto espanhol no mar Mediterrâneo e novamente estava carregando contrabando produtos brasileiros.

O dito Pacto Colonial era mais conhecido como Exclusivo Comercial, em 1624 a Companhia das Índias Ocidentais passaram a ficar a frente dos portugueses. A chamada Presença Eventual não tinha compromisso do Estado português, assim mandavam arrendar as terras brasileiras através de contratos, sendo que quase não havia fiscalização por causa das precariedades encontradas aqui. Em 1521 morre D. Manoel e quem assume seu lugar é D. João III e seu reinado se diferenciou por apresentar outra postura com novas expedições colonizadoras, todas eram expedições comerciais e se baseavam naquilo que geraria lucros. Os índios brasileiros eram conhecidos como: “brasis”
           


Presença Eventual de Diogo Álvares Correa: entre 1509 – 1511 teria ocorrido o possível naufrágio, em 1577 teria ocorrido a sua morte, foi náufrago de um navio que ninguém nunca viu ou ouviu falar.
Largo Mariquita: mairaquiquing → naufrágio de frances.
Lenda de Moema: foi o grande amor de Caramuru que teria inspirado a Bahia de Todos os Santos.


1ª Capitania: Bahia de Todos os Santos, era comandada por Coutinho, conhecido pela sua individualidade e severidade, tanto que seu apelido era: Rusticão, depois ele passou o poder da capitania já que era hereditárias para seu filho e depois a coroa portuguesa pagou a eles para reaverem essa capitania.Francisco Pereira Coutinho pertenceu a 2ª Fase, sendo ele o primeiro donatário. Em 1534 ocorreu as três capitanias que só realmente começaram a ser administradas em 1536 em Porto Seguro, Ilhéus e a Bahia de Todos os Santos. 






2ª Capitania: Porto Seguro - foi administrada por Pero do Campo Torinho e posteriormente passou a mando de seu filho.

3ª Capitania: São Jorge de Ilhéus. D. João III queria que as terras dessem lucros e fosse ocupadas, o sistema não teria dado lucros, mas a ocupação teria dado o inicio da colônia e o favorecimento da ocupação das capitanias. Em 1545 ele adotaria os Governos Gerais, a função era estabelecer uma ordem jurídica aos donatários, centralizando o poder e a função seria tirar deles o poder de donatários e dar-lhes algumas ordens e atribuições. Na localidade da Graça e da Barra iniciou-se o primeiro núcleo de povoamento da Bahia de Todos os Santos. 



SOTERO / POLIS 
baiano        cidade 

Câmara Municipal: O que faziam os vereadores da época? O que faziam os alcaides (magistrado, de origem nobre, nomeado pelo rei, que desempenhava funções militares numa cidade ou vila sede de município)? Quais eram os movimentos sociais?

Pero do Campo Tourinho: foi denunciado por ser um traficante de índios e por ser herético (apresentava profundo desrespeito a todas as religiões, ou seja, ele não concordava e ia contra todos os ensinamento, leis e de qualquer religião além de vender sementes, pau-brasil, e receber especiarias, espelhos, etc.).
Foi condenado pela inquisição pelos seguintes fatos: falava mal dos padres e bispos, blasfemava, não respeitava os dias santos

Era um grande negociador, negociava principalmente vinhos, azeite de cortiça e peixe salgado, vendendo produtos para a Bahia e para se fixar no mercado. Ele venho para a Bahia com a família toda, vendeu tudo o que tinha em Portugal para vir para cá. Morreu pobre em Portugal. Castelo Mina, Aragoin, Macau, interior da África eram localidades que faziam suas explorações indígenas através de entradas e bandeirantes e no Brasil para encontrar ouro e prata na Bahia.

Fundação da Cidade do São Salvador

João III assume o poder em 1521 e reforçou a política das capitanias hereditárias que já se encontravam em precariedade, com essa reforma o poder a ele dado fez dele senhor regente (absolutismo) de Portugal e a partir desse ponto ele se considerava um deus na terra. Na época as terras descobertas não eram chamadas de Brasil e sim de terra brasilis ou em capitanias hereditárias. O objetivo não era povoar e sim explorar, contemplar e falar em nome da santa fé.

Salvador era o centro do poder e ordenava todas as outras ordens para as demais povoações, o objetivo era o da justiça ao povoado, pois ainda não se falava em cidade e sim em um assentamento português. A Bahia de Todos os Santos foi o local escolhido por ele que estava sempre ciente das situações do que estava acontecendo nos lados daqui, isso em torno de 1540. A Cerca (Vila Pereira) depois de transformaria em Vila Velha com a fundação da cidade. O pensamento era de que o desembarque seria em paz, caso contrario seria usado a força e a resistência seria dizimada, caso houvesse os que se submeteriam ao jugo português, eles seriam aceitos e com isso surgiriam alianças com características sociais, tudo em nome dos interesses do rei pelo litoral brasileiro.

As razões para se edificar a cidade eram muitas, sendo a necessidade de se criar as capitanias que durariam até o séc. XVIII e depois seria extintas por Marquês do Pombal que as subtituiu pelas capitanias gerais e as outras capitanias seriam denominadas sub-alternas, por exemplo, Sergipe Del Rei e Espírito Santo eram Capitanias de Salvador. Na viagem para ca vieram: colonos com o objetivo de receber terras, degredados sendo eles mais degredados por questões morais e religiosas do que por motivos e questões econômicas, marinheiros, funcionários públicos, eram mais de 1.000.

A data da Fundação de Salvador: 1ª Nota: em 13 de junho a cidade não seria fundada e sim começariam as primeiras construções no local onde se fundaria a futura cidade de Salvador, depois de muitas controvérsias e discussões chegou-se a data convencional de 29/03/1549 a cidade começaria onde hoje é a praça Castro Alves e terminaria no elevador Lacerda.



Arebaldes: diques de Mont Serrat, Ribeira, etc.






A cidade nasceria no Centro Histórico e se expandiria até o séc. XVI, XVII, XVIII e XIX e a partir da 1ª metade do séc. XX cresceria na Baia de Todos os Santos, no lado do Atlântico – lado norte e nos anos 40 em diante do séc. XX cresceria para os lados de Itapuã, Praia do Flamengo, Armação, etc. A cidade se espalharia pela orla marítima e o povoamento se daria definitivamente nos últimos 50 anos.

O mapa representa a primeira planta da cidade de Salvador quando ela foi fundada, o local escolhido era estratégico por apresentar ribanceiras, matas muito altas, encosta de aproximadamente 700 metros e a área comercial era a de armazéns.

A rua Chile surgiu a partir da primeira metade do séc. XX quando os marinheiros chilenos desembarcavam com suas esposas e nas folgas passeavam por essa área e principalmente nessa rua que levou o nome de seus visitantes.

A cidade em crescimento no final do séc. XVI e em meados do séc. XVII crescia para o lado norte (Carmo), Mem de Sá havia construído a primeira igreja da Sé, quer foi demolida posteriormente no governo de Juracy Magalhães. 




A cidade crescia para o norte e o rio das Tripas contornava toda a cidade que se defendia por fronteiras naturais e depois por barreiras construídas. No largo do Pelourinho se encontraria a primeira porta da cidade. A Cidade Alta estava acima do nível do mar e a Cidade Baixa estava abaixo do nível do mar. Mapa do século XVII: Freguesia da Conceição da Praia (comércio).Mapa do século XVI: Freguesia de Santo Antonio: Alameda do Carmo (comerciantes, professores, costureiros, artesãos).

Mapa do século XVI: Freguesia de São Pedro (elite).
Mapa do século XVII: Freguesia da Conceição da Praia (comércio).
Mapa do século XVI: Freguesia de Santana do Santíssimo Sacramento (outro lado da encosta).
Mapa do século XVI: Freguesia da Sé.
Mapa do século XVIII: Freguesia do Pilar (extensão da Conceição da Praia).
Mapa do século XVI: Freguesia de Penha de Itapagipe (onde as pessoas veraneavam).
Mapa do século XVI: Freguesia de Nossa Senhora de Brotas (ocupava a outra encosta da cidade, era considerada uma freguesia rural, além de viver nessa localidade donos de xacras e engenheiros).
Mapa do século XVI: Freguesia dos Mares (se situava entre a freguesia de Itapagipe e a freguesia do Pilar, é considerado o ultimo local a ser povoado).

Mapa de Salvador, século XVI
Com a proclamação da Republica todas as freguesias passaram a ser consideradas bairros.
Armazém de Trapiche eram os locais onde se armazenavam mercadorias vindas do mundo todo, era um local de entrada e saída de mercadorias, os barquinhos (alvarengas) pequenos se encarregavam de transportar as mercadorias dos navios maiores aos armazéns, pois não havia infra estrutura para fazer o desembarque direto do navio ao cais do porto.

Roteiro para comentários de textos e mapas: Autor ou autores e obras, Publicações, títulos, editora e data, Dados sobre o autor: quem foi, diz se o escritor era um antropólogo, sociólogo, historiador ou o que já foi publicado.

Tipo de texto, planta, mapa ou documento manuscrito: dizer de quem é o texto se é uma síntese baseada na documentação “primeira”, se é um regimento, se é um documento de cunho político, administrativo, econômico ou social, por exemplo, se for testamentário – é um documento jurídico com objetivo de dividir os bens por herança após a morte do inventariado ou se for uma carta do imperador para a imperatriz D. Leopoldina.

Salvador século XVIII
No texto histórico abordado, por exemplo, dirá que o mapa é um desenho com o objetivo de localizar a cidade do Salvador e a Vila Velha demonstrando que essa vila não fazia parte da planta original da cidade do Salvador, por exemplo, dizer que no texto de Caramuru se referia sobre um povoamento na Bahia de Todos os Santos no período colonial, e que o termo “terra Brasil” era usado por que o país ainda não existia, o que existia era uma idéia de espaço que  só viria tomaria corpo de país a partir do séc. XIX. O documento deve ser situado dentro do contexto histórico.

Caramuru
Itens conforme discussão: as diferenças e fases do povoamento e colonização das “terras do Brasil” e suas características, importância histórica de Diego Álvares Correia, teses dos historiadores sobre o “Caramuru” e seus argumentos: contrabandista ou corsário Frances, naufrago português, aventureiro marítimo, português na disputa das áreas comerciais; a vida e a importância histórica da aldeia de Caramuru, itens que identifiquem o crescimento da Cidade do Salvador entre os séculos XVI e inicio do XIX, razoes que  justifiquem a escolha daquele local conforme a instalação da “fortaleza”.

Considerações relevantes sobre: defesas naturais e construções, comunicação urbana, abastecimento marítimo e portuário, expansão urbana, caracterização socioeconômico das freguesias urbanas priorizando sua expansão e construção da legenda identificando pontos e construções mais relevantes.

MAPA 1: mostra uma obra da história da Cidade do Salvador produzida por Teodoro Sampaio, sua  publicação é de 1949 e foi publicado pela Editora Tipografia Beneditina na comemoração do centenário da república. Teodoro Sampaio foi um engenheiro baiano que atuou como funcionário publico na prefeitura de Salvador e durante a primeira metade do séc. XX diagramou vários bairros da cidade como os bairros da Pituba; o desenho é uma planta da Cidade do Salvador em 1549,  e da Bahia de Todos os Santos com a Vila Pereira. O mapa tem o objetivo de analisar os arredores da Cidade do Salvador na segunda metade do séc. XIV como a Vila Velha aparece no mapa da Cidade do Salvador onde hoje seria a Barra. Na época havia duas freguesias, uma dentro e outra fora da cidade, à freguesia que ficava dentro era a Freguesia da Sé e a que ficava fora era a Freguesia de Nossa Senhora da Vitória, ambas do séc. XVI.

Apareciam ainda as freguesias da Vitoria no séc. XV denotava a importância da Vila Velha como povoamento, a Freguesia de Vila Velha foi fundada inicialmente com o nome de Vila Pereira. A Freguesia da Vitória foi à primeira freguesia fundada fora da Cidade do Salvador e sua localização era dentro da Bahia de Todos os Santos.No mapa aparecem ainda às comunidades de Monte Calvário, Quinta do Tanque, os rios Camurujipe, Urucaia que  desaguaria no Rio Vermelho e o rio das Tripas, esses eram rios que serviriam de defesa (região da Barroquinha) para a Cidade do Salvador, as defesas artificiais como construções de baluartes, fortes, muros, cercas e defesas naturais como montanhas, rios e fossos.  Ponta do Padrão foi onde a expedição de 1501 colocou a marca da posse da terra.


Planta baixa da Cidade do Salvador - 1549. 
MAPA 2: O desenho é de uma planta baixa da Cidade do Salvador que foi fundada originalmente como uma fortaleza, aparecem pontas (baluartes) é datado em 1549; foi fundada por Tomé de Souza para ser a sede do poder imperial no Brasil. A planta possui caráter de urbanização pelo traçado de suas ruas, praças, muros e cercas dando a idéia de um povoado protegido pela fortaleza. Apresenta defesas naturais do lado oeste: a montanha era íngreme, penosa e difícil e a vertente do rio das Tripas era caudaloso com charcos e lamaçais. A ribanceira dava para um porto com a vantagem de a água ser uma grande fonte para a aguada de navios. O terreno apresentava a vantagem de edificar construções com fartura de água para matar a sede dos habitantes. Possuía duas portas nas extremidades dos muros que a protegiam: ao norte a porta de Santa Catarina – e ao sul a porta de Santa Luzia – porta de São Bento, essas portas possuíam duas pontes levadiças que atravessavam o fosso ao redor da fortificação.

O local escolhido era.estratégico por apresentar ribanceiras, matas muito altas, encosta de aproximadamente 700 metros e a área comercial era a de armazéns. A cidade crescia para o norte e o rio das Tripas contornava toda a cidade que se defendia por fronteiras naturais e depois por barreiras construídas; o local não foi escolhido aleatoriamente. Na época o local era denominado de parte alta e parte baixa. Havia a representação da igreja católica como elemento de poder no império. No desenho da planta aparece o que teria sido a primeira Sé, que teria originalmente o nome de Igreja da Ajuda, pertencia aos padres jesuítas, e foi construída em louvor a Nossa Senhora da Ajuda, aparece ainda à casa do bispo que ficava em frente a ela. A Ladeira que se localizava na parte baixa na igreja da Conceição da Praia, foi erigida próxima a praia, foi o local escolhido por Tomé de Souza para que se construísse algumas casas para abrigar os navegantes para não pernoitarem em sues navios. Aparece ainda os armazéns, a Praça da Alfândega.

MAPA 3: O autor da obra é desconhecido e a obra data do séc. XVII, é uma planta onde aparece o inimigo português ancorado junto à nau capitania de Castela e Portugal, estavam sob o mesmo domínio. Há o quartel de São Bento e mostra a direção subindo para o que seria hoje a Barra, Vitoria, Av. 7. O mapa aborda temas como as disputas e as defesas naturais como rios onde fica evidente a preocupação cós as defesas do outro lado da encosta. Aparece um fosso onde hoje seria o viaduto da Sé com um desnível e a porta de São Bento (Santa Luzia). Existem dois grandes fossos onde é a Praça Castro Alves que funcionavam como defesas naturais; as portas de São Bento e Santa Catarina desapareceriam futuramente com a expansão da cidade, essas terras pertenceriam aos jesuítas, hoje Praça da Sé e o portão terminaria no Pelourinho, essa porta receberia o nome de Porta do Carmo.

MAPA 4: Aparece a porta de Santo Antonio Além do Carmo e o rio Ribeira D’água e o desenvolvimento da cidade para o norte, um fosso enorme e o hospital que se situa fora da cidade, isso ocorre de forma toda diagramada, duas igrejas construídas no período de Mem de Sá, a igreja da Sé e a igreja da Ajuda que no desenho estão viradas para a cidade, a primeira igreja da Sé, que sereia demolida posteriormente no governo de Juracy Magalhães em 1933. Constam também a presença das freguesias da Sé, Conceição da Praia e Santana, o Terreiro de Jesus, o colégio jesuíta que pertenceu aos jesuítas até o século XVIII e a presença da igreja se fazia presente em todos os segmentos da sociedade através da conveniência eclesiástica, não existia nem uma freguesia sem a presença de uma igreja matriz.

MAPA 5: É uma planta que contem elementos que não podem ser identificados, o desenho foi sugerido pelo engenheiro Jean Masse como proposta da cidade ser uma fortaleza; existe a presença de vários baluartes e muros que nunca foram construídos, foi uma planta difícil de encontrar e seu desenho só foi possível de rever com a publicação de Villena, ele foi um professor grego que morou na Bahia e escrevia para um amigo imaginário e nessas cartas aparece esse desenho denominado de Carta I, II e VI onde se refere à cidade do Salvador. No desenho há a presença do Forte São Pedro, o que seria hoje a região do Barbalho e a localidade de Santo Antonio Além do Carmo.

O PODER NA BAHIA COLONIAL – O papel da Câmara Municipal:
O “Ser Colônia”, uma reflexão sobre o poder e a ação do Estado, esferas, fontes e agentes do poder, dificuldades para o desenvolver-se estudos de administração colonial, os problemas documentais, a impropriedade terminológica, o inchamento burocrático, a administração portuguesa na Bahia, uma administração imposta de fora para dentro, o papel do Estado patrimonial, estrutura pouco funcional e nada sistemática, união entre igreja católica e o Estado, ideologia de desconfiança, as fases da administração colonial, o poder local: o papel da Câmara Municipal (Senado da Câmara, Câmara de Vereação, Conselho de Vareança e o Paço Municipal). Fundação da Câmara Municipal de Salvador, funcionamento e principais reformas do prédio, função da Câmara, eleitores elegíveis e eleições, principais cargos e suas atribuições e o séc. XVIII: mudanças (?).


Postura da Câmara Municipal: leis aprovadas pelos procuradores e vereadores.

Todos os cargos dominados da época eram pertencentes a quem detinha o poder, eles impunham suas leis através dessa ferramenta nas leis, organizações e fundamentalmente na política mercantil que se baseava no monopólio colonial, estanco; o pacto colonial era o mais forte que a dominação política administrativa, era uma administração que envolvia inclusive a igreja.
Os funcionários eram nomeados pela metrópole e a principio estavam  nesse ínterim os limites que a colônia deveria obedecer frente a metrópole, por exemplo, a divisão das capitanias hereditárias – eram baseadas em leis e estatutos metropolitanos; o aparelho jurídico a principio foi mal planejado, a colônia produziria para a metrópole que estabeleceria o poder político administrativo tentando uniformizar a colônia, seu objetivo era único: estabelecer uma língua única, estabelecer uma religião única, estabelecer que os índios não pudessem mais andar nus, estabelecer uma nova ordem de casamento, pois a igreja não concordava com seus costumes matrimoniais, estabeleceriam que eles não deveriam mais ser nômades e sim sedentários pois assim poderiam negociam mais facilmente seus produtos com eles, estabeleceriam que eles só poderiam negociar com eles as mercadorias produzidas pelas manufaturadas.

O Estado iria alem de todos os poderes vigentes, as imposições da igreja mais o seu regimento gerariam cada vez mais violências e resistências, começando assim a história de dominações, as Câmaras Municipais passaram a mudar esse poder local, agora os procuradores e corregedores fariam o jogo da elite, o poder agora dependeria exclusivamente deles, esse poder local acabou sendo de extrema importância e influencia para eles. Faolo dizia que a partir do Estado burocratico, prendia as pessoas ao Estado português e esse poder variava de acordo com o local; o estamento burocratico era representado pela elite que governava, assim interfeririam no Estado, e dominariam toda a sociedade vigente, por exemplo, a elite econômica dominava as instituições, o Estado e a igreja dependendo das condições matérias a que se eram produzidas.

O poder era a representação do Estado, as elites então ocupariam cargos econômicos multinacionais, cargos no senado e dominariam os partidos políticos. O Brasil teve um Estado antes de ser uma nação por que sempre possuiu poderes que se faziam presentes e se organizavam segundo seus desejos como nas pensões, títulos e nomeações particulares.

Santa Casa de Misericórdia século XVIII
As três esferas do poder: Esfera Publica: poder publico, Esfera Privada: poder privado  e Esfera Corporativo: poderes como a Santa Casa de Misericórdia 

Fontes de poder: Administrativo, Jurídico, Eclesiástico e Militar.

Agentes do poder: eram pessoas que exerciam esse poder nas esferas e ordens: ouvidor mor e capitão donatário. A documentação do séc. XVI – XVIII  é muito pobre, quase não há informações, e os documentos que foram produzidos eram de estrangeiros que na sua maioria eram cronistas que nem sempre condiziam com a verdade dos fatos, por exemplo, não havia documentação demográfica, não havia registros de epidemias, esses registros nunca foram tombados, por isso de sua carência historiográfica, a população era estimada e não proveniente e havia ainda as fugas de africanos.

A impropriedade terminológica da igreja, o Estado tinham denominações diferentes para essas hierarquias:
Igreja (capela, paróquia e ermida) → diocese (arquidiocese) = freguesia (aldeia  e vila) → cidade → município → comarca → dominação jurídica

A administração era uma desordem, não havia uma organização entre os municípios e as dioceses, era grande o numero de pessoas que ocupavam o mesmo cargo. As leis sempre vinham de Portugal e na maioria dessas ocasiões essas leis não “colavam” por causa dos interesses da elite dominante, as leis dificilmente eram impostas, o Estado patrimonial era aquele que geraria esse patrimônio, embora ele elaborasse essas leis, na sua maioria elas não eram obedecidas.

Os funcionários públicos se benefeciavam com os cargos cada vez mais com os cargos na igreja, essa união fortaleceria todos os que faziam uso dessa pratica tanto na igreja como no Estado, o que ocorria é que muitas vezes ocorriam desavenças entre esses dois poderes paralelos:
Santa Casa de Misericórdia (assistiam escravos, mulheres abandonadas) X outras ordens (carmelitas, jesuítas, franciscanos).

As fases da administração colonial

1ª Fase: 1500 – 1530: Foram as expedições, a eventual administração, essas expedições vinham sem nomes e exploravam a terra o quanto pudessem, era a força do conhecimento da terra. Em 1529 D. Manoel falecera e D. João percebera que o litoral era muito extenso e por causa disso em 1534 instauraria as Capitanias Hereditárias.

2ª Fase: 1530 – final do século XVIII: Marques de Pombal (1550 – 1577) em seu governo as capitanias passariam a ser denominadas de capitanias reais e capitanias subalternas. Entre 1534 – 1549 os donatários reinariam com todo o poder que dispunham. Criaram as capitanias de: Capitania  da Bahia de Todos os Santos, Capitania de São Jorge de Ilhéus, Capitania de Porto Seguro, Capitania de Itaparica, Capitania do Recôncavo. As capitanias foram criadas para ocupar as terras e dar lucros a coroa, as outras capitanias foram as responsáveis pelo povoamento do litoral. Em 1549 seria criado o regimento da criação da Cidade do Salvador.


Reunião na Camara Municipal
Paço = palácio, quando se refere ao prédio ou a uma instituição. Em 1521 são comprados os primeiros objetos para a Câmara Municipal, em 1524 o prédio da Câmara Municipal era o destaque da época, em 1551 a Câmara Municipal era uma casa apertada e necessitava de reformas, sua localização era defronte a casa do governador próxima a alfândega. Em 1660 fora inaugurada a nova Câmara Municipal, já se faziam eleições, a contabilidade além de existir um cofre de madeira, possuía ainda uma sala para os vereadores.

" Homens de bem"
Estanco era o privilegio concedido aos grandes comerciantes, por exemplo, o estanco do vinho, estanco do sal, estanco da farinha de trigo. No final do séc. XVIII a Câmara Municipal foi reformada e em 1885 houve uma grande reforma neoclássica, em 1980 ACM mandou restabelecer a antiga fachada da câmara. Eram os homens: eleitos, elegíveis e de posse, todos eram "homens de bem" e havia revezamento de poderes entre eles.

Juiz ordinário: atuava em causas penais
Juiz de Fora: atuava em causas do Tribunal de Apelação
Almocates: era uma espécie de prefeito, cuidada da higiene, medidas, feiras, prisões
Alcaedes: ocupava uma espécie de cargo militar, fiscal, efetuava prisões

Povos que habitavam a Bahia colonial: Introdução: Terminologias e origens, Tapuias, Tupinaês, Tupinambás, dificuldades para o estudo do tema, a documentação, a diversidade étnico-cultural, a visão etnocêntrica, a posições mais controvertidas, aparecimento, estimativas, procedência, o processo de colonização, a produção dos livros didáticos: reflexos, balanço histórico: As posições dúbias da metrópole e dos poderes públicos, os diferentes tipos de aldeias, algumas aldeias localizadas no espaço urbano de Salvador atual, a escravização do índio, as “limitações” dessa “mão-de-obra”, a expulsão dos jesuítas seus reflexos na Bahia, influencia na cultura baiana e diferentes para manter as identidades e a resistência indígena: individual; coletiva: a Santidade de Jaguaripe.

Importância dos aldeamentos: (para os) índios e para o colonizador.
A importância do aldeamento para os índios se fazia de maneira presente como uma forma de resistência por causa inicialmente dos castigos pelo qual eles eram submetidos aos colonizadores. De modo geral o aldeamento indígena perdurou o máximo que pode, o fato era que cedo ou tarde eles sucumbiriam aos interesses portugueses fosse pela religião, pela força ou a transição de cultura. Embora os índios tivessem apresentado resistências e eram protegidos pelos missionários contra todo tipo de exploração, essa situação era perene e mesmo com toda essa defesa apresentada em seus aldeamentos, ela era perene onde não tardamente sucumbiriam.

Missões jesuíticas
O aldeamento em relação aos colonizadores ocorria através das missões jesuíticas, através da conduta inicial de “proteção” ao índio, com isso supostamente reduziriam o numero de conflitos bem como a sua segurança física e espiritual. Para o colonizador, a importância desses aldeamentos por parte dos portugueses apresentavam interesses que diziam respeito à mudança radical da vida deles, através da introdução do câmbio, produção de excedente, acumulação de bens e introdução de novos hábitos alimentares sem contar na mudança radical na sua cultura. Essas transformações se faziam necessário para manter o controle dos índios dentro desses aldeamentos garantindo que era para o bem da “salvação” de suas almas.

O indígena na Bahia ou a população indígena eram os que habitavam essas terras depois conhecidas por Brasil, sendo ele injustiçado pela historiografia, não abordando-o corretamente, por exemplo, os grupos étnicos.

1° No descobrimento estimava-se sua população em torno de ± 180 a 200 línguas diferentes.
2° A realidade social em extinção só poderia ser compreendida através de sua mentalidade (do autor), por exemplo, os textos indígenas, quando escritos, dever-se-ia conhecer quem eram os jesuítas, os corsários que escreviam esses textos, as crônicas.
"Mundo eurocentrico"
3° A visão em relação a população indígena era sempre etnocêntrica, no caso a dos europeus segundo suas normas, valores, na verdade a população indígena sempre recebia denominações pejorativas em relação aos outros:
Selvagem: era o silvícola, ele não era domesticado, e muito menos próximo do civilizado.
Bárbaro: era todo aquele que para o dominador era estrangeiro, era o cruel.
Gentio: era o ladrão, o infiel, por exemplo, tanto o índio quanto o negro africano por não serem batizados ficavam a margem da ideologia portuguesa, isso só mudaria se eles fossem batizados, sairiam do status de criaturas de Deus para filhos de Deus.
Autóctone: era o nativo do lugar, sendo que o indo americano não é oriundo daqui.
Índio: foi a denominação dada por Américo Vespúcio, Cristóvão Colombo por suporem estar nas Índias.
Incivilizados: por não pertencerem ao padrão europeu.

Darcy Ribeiro
A história só muda a partir da década de 1980 com Darcy Ribeiro, esses trabalhos deram sustentação a baia de Todos os Santos, o processo original não se deu nesse lugar, mas em outras regiões ocupadas, por exemplo, Ilhéus foram os tupinambás, tupiniquim e caetés. Na baia de Todos os Santos havia os tupinambás, maracaibas, a história indígena já se fazia presente muito antes da presença portuguesa.

Dificuldades do tema: dizia-se que não havia documentação, fontes no séc. XVI – XVII, essas fontes seriam escassas e produzidas por estrangeiros calvinistas, anglicanos e cristãos, em seus relatos eram descritas as primeiras procissões, missas, ..., tudo era baseado nos padrões culturais daqueles que não faziam parte daquela sociedade descrita. A documentação era dispersa, os grupos viviam migrando, se fundiam com outros grupos, sua sobrevivência ocorria quando venciam as batalhas, mas muitas etnias deixavam de existir por causa dessas guerras, os fatos e acontecimentos ocorridos no séc. XVI foi diferente de todos os outros séculos. O relato das condutas indígenas, de suas crenças, sua historiografia estava em sua conduta e não em sua presença, e era exatamente através das guerras que se conseguia o apoio desejado entre eles.

"o sol das índias brilham, os lirios franceses brilham"
Abbenville


Correspondentes:
Franceses: Abbeville
Ibéricos: Nobrega, Anchieta e Gabriel Soares de Souza assumiriam a idéia de entradistas contando com os índios para fazer canoas, ajudarem no relacionamento com o branco, depois de varias gerações ele já não se sentiria  mais tão índio, pois estava integrado a novos costumes.
Eles haviam se tornado mais exigentes em relação as mercadorias e em toda a trajetória deles muito se falava do sujeito mas não de seu trabalho.




Contradição dos índios no Brasil: aproximadamente entre 11 a 18 mil índios habitavam o NE, estimava-se que em toda a colônia portuguesa viviam aproximadamente 32 a 60 mil índios, os antropólogos estimam que hoje no Brasil vivam em torno de 400 mil índios.

Três inimigos dos índios: proprietários das terras, mineradores e madeireiras (vontade política dos governantes). A demografia jamais coincidiu, sempre foi desencontrada em relação aos números propriamente ditos.


.............................A (suposta) origem da população indígena..........................



1° Corrente – Asiática: teriam vindo através do estreito de Bering → Américas → Ásia → África.
2° Corrente – Australiana: teriam vindo da Ásia → Austrália → Terra do Fogo → Argentina
3° Corrente – Pacífica: teriam vindo pelo Chile (corrente malaio-polinésia) → Bacia do Prata → Amazonas.

Todos esses grupos constituíam uma grande diversidade cultural, os livros didáticos (ensino fundamental) eram discutidos, por que os índios aparecem no inicio e no final deles? Eles são mencionados na constituição “matando um dragão” (BA), e como donos da terra (BR) mas não aparecem nas constituições, a única que eles aparecem é na  constituição de  1988 e mesmo assim quase não se discute sua cidadania, sua representação muitas vezes é feita com o  caboclo baiano, ele quase sempre é renegado apesar de sua grandeza patriótica.

Os índios eram tratados como preguiçosos, isso ocorreu por que eles não estavam acostumados com o trabalho costumeiro já que tralhavam para o seu sustento, e mesmo sendo acusados de não trabalharem, eram eles que estavam o tempo todo junto dos portugueses nas andanças por estas terras, estado presente o tempo todo com eles,  para o colonizador luso, os índios era a mão de obra mais barata no momento.

Nesse processo de aculturação os índios eram obrigados a fazer inicialmente no escambo trocar mercadorias como quinquilharias, facas, facões, enxadas para agilizar o cotidiano e o nível de trabalho, era exigido agora a produção do excedente, que se tornassem sedentários, que se tornassem produtores para prendê-los a terra, era exigido que começassem a acumulação de bens, eles seriam destribalizados e seriam colocados em aldeias na companhia de colonos para serem utilizados como mão de obra, finalizando em um primeiro momento a destruição de engenhos, propriedades e assim se evitaria sua dispersão, eram obrigados a usar roupas, passariam a fazer uso de bebidas como a água ardente, mudariam seus hábitos alimentares e as novas rotinas faziam parte do dia a dia.





Os antropólogos não gostavam da nomenclatura nativos e sim a índios. O mapa ao lado demonstra exatamente como era a vida cotidiana naquele tempo onde aparecem os índios trabalhando, os recortes geográficos da costa brasileira e os interesses econômicos pela terra. Os grupos indígenas que habitavam a Bahia até o século XIX migravam e se reorganizavam por isso da dificuldade de se fazer um trabalho conciso sobre a sua historiografia; dente eles se destacam os: 








Tupinambás: Habitavam o litoral. 








Tupiniquim: Habitavam o atual Espírito Santo. 




Cariris: Quiriris que se misturaram com os sapuia (Vale do Jequiriçá).





Os Acroá, Anaió e os Aimoré: Habitavam a região de Remanso, Barra do Rio Grande, foram quase que totalmente exterminados por guerras interétnicas e pelos coronéis do gado. 




Os Camacã, Paraiá e os Maracá habitavam a região de Porto Seguro e a região de Rio de Contas e Rio Pardo, sendo que os índios Maracá eram índios butucudos, considerados os mais ferozes, valentes e brabos. 




A maioria dessas étnicas indígenas não existem mais, os que sobreviveram até os meados do século XX foram os: Tuxá, Quiriris, Pataxós, Panamaré. O contato com o europeu foi tanto que no final do século XIX eles próprios já não se caracterizavam mais co mo índios. Nos casos de antropofagia, eram as índias que preparavam a vitima para o sacrifício.


Bahia colonial: Economia agrícola e Caminhos dos Povos - Características gerais: os fundamentos da colonização: importância do litoral e do sertão, os caminhos do povoamento, produção açucareira: do velho mundo ao novo mundo, litoral baiano: interesses e instalações dos primeiros engenhos, as principais fases da produção e declínio da Bahia, etapas do processo produtivo, técnicas: força motriz, capital, mão de obra, matéria prima, classificação dos engenhos segundo seus proprietários: régios, reais, particulares e corporativos, o engenho enquanto unidade social, os senhores do engenho e lavradores de cana: dependência, conflitos e solidariedades e a sociedade que se formou: os ricos senhores e os “pobres do açúcar”.

“os portugueses eram com caranguejos que aranhavam a costa brasileira” 
A produção litorânea não é trabalhada sem o povoamento, tudo girava em torno do desenvolvimento econômico através dos sertões baianos e brasileiros. O estanco era uma forma de garantir o monopólio já que era uma característica do sistema português até o século XVIII, os grandes comerciantes obedeciam a essas normas com todo o rigor, sendo que a maioria das vezes não acontecia, pois se inventava toda forma de burlar esse sistema, tudo ocorria perante o comércio de longo curso. “os portugueses eram com caranguejos que aranhavam a costa brasileira”

A colônia vivia quase sempre do estanco, por exemplo, o peixe, sal, etc. Os grandes comerciantes compravam o privilegio de mercar aquele produto sendo o responsável pela sua distribuição e conseqüentemente do pagamento a coroa portuguesa, bem como cobrar da população o preço desse estanco. Por causa dessa pratica houveram vários motins contra esse tipo de negociata, foram alguns deles:
Motim do Maneta
Motim do Maneta: foram duas sublevações ocorridas no Brasil Colônia em Salvador contra o monopólio da comercialização do sal e aumento de impostos.
Motim do terço velho: Rebelam-se contra o ouvidor do Crime e da Justiça Militar, acusado de punir rigorosamente qualquer delito cometido pelos soldados, mesmo os mais pueris.
Motim da câmara. As primeiras vilas remontam na sua maioria no recôncavo baiano no final do século XVII.

Sertão: é o árido, o seco, o longínquo e distante.
Sertanejo: é o forte, o áspero, o que enfrenta as dificuldades da natureza.

As primeiras vilas foram as vilas do Pereira, a vila da Cidade do Salvador 1549, Feira do Capuame (Dias Dávila), no decorrer do século foram surgindo outras vilas como Porto Seguro – 1544, Santa Cruz Cabrália, São Jorge de Ilhéus, Camamu, Cairí, Jaguaribe (Nossa Senhora da Ajuda), Nossa Senhora do Rosário de Cachoeira e São Francisco da Barra.

Matriz de Jacobina
O oeste baiano era até então quase que desconhecido, a área açucareira estava sempre próxima as áreas fumageiras (fumo) onde houve também a produção de gêneros de subsistências; invadiam-se os locais para conseguir peixes, farinha, beiju. O povoamento do litoral acontecia há aproximadamente 200 anos a frente do interior, o São Francisco na época era uma área que pertencia a capitania de Pernambuco; no século XVIII surgiram as vilas de: Jacobina, Rio de Contas, Brumado, Caitité, Lapa, Paratinga.

Vila de Alcobaça séc. XVIII
No litoral surtiram as vilas de: Viçosa, Canasvieiras, Alcobaça, Prado, Belmonte, Rio de Contas, Jaguaribe, Nazaré (eram áreas de subsistências para Salvador). O salitre não era usado na cozinha e sim para dar de comer aos animais e para socar a pólvora no canhão. Surgiram depois a vilas de: Feira de Aramari (Alagoinhas) e Feira de Capuani (Dias Dávila).

As primeiras estradas de ferro surgiram no final do século XIX e seguiam exatamente a linha das trilhas de gado, das boiadas e dos tropeiros. No século XIX criou-se o serviço de correios ligando Salvador a Fortaleza, esse serviço levava meses para ser entregue podendo chegar a até 90 dias, era feito todo no lombo das mulas. O algodão não vingou na Bahia por que era uma cultura de plantio de clima árido, na Bahia chovia muito, por isso que não se plantou muito, além do monopólio português em relação a maquina de descascar e por serem poucos os compradores da mercadoria. O café na Bahia  no século XIX ocorreu nas regiões de Amargosa e Brumado.

Mucuge
No século XIX surgiram as vilas de: Lençóis, Pituaçú, Mucuje, Andaraí, Morro do Chapéu. Dentre outras cidades que surgiram as margens do São Francisco, destaca-se a cidade de Barra do Rio Grande. Os rios eram importantes para a penetração do interior e para a escoação dos produtos no caso do rio São Francisco; a comunicação sempre foi outro problema grave no território brasileiro e baiano devido a sua extensão. O cacau na Bahia no século XVIII era um produto que estabilizou a economia baiana da metade do século XIX até os anos 70 do século XX.

Ilhéus no século XVIII
As principais cidades produtoras que apareceram foram: Ilhéus, Canasvieiras, Porto Seguro e Valença. Os mapas geográficos analisam os efeitos históricos dos fatos baianos, a região de Chapada era a responsável pelos principais rios baianos. Vitoria da Conquista era explorada por Jose Pereira da Costa, um criador de gado que ocupou quase todas as terras indígenas. As pessoas que recebiam as terras eram os que praticamente fundaram essas vilas por causa do “ pouso do gado” e no recôncavo pelos engenhos.

No século XIX havia algumas colônias estrangeiras na Bahia, elas eram principalmente de suíços, alemães e irlandeses, e ocupariam as vilas de Ilhéus, Valença, Viçosa. Para se trabalhar nessas terras os colonos precisavam receber pedaços de terras para trabalhá-las, isso raramente acontecia além das terras serem quase todas inférteis para a colheita ou plantio. Em 1850 o parlamento aprovou o processo de propriedade da terra. No século XIX os caminhos permaneceram praticamente os mesmos e agora a nova categoria de exploração era a cabotagem. Ceplantec: desmembramento dos municípios baianos e especificações de quatro períodos.

Bahia colonial: economia agrícola - características gerais: os fundamentos da colonização, produção açucareira: do velho ao novo mundo, o litoral brasileiro: as instalações dos primeiros engenhos, as  principais fases da produção e seu declínio, as etapas do processo produtivo, os engenhos e suas técnicas de força motriz, capital, mão de obra e matéria prima, classificação dos engenhos segundo os proprietários, a unidade social do engenho, senhores do engenho e lavouras de cana: dependências, conflitos e solidariedades, a sociedade açucareira, as denominadas “culturas menores”, características gerais da economia fumageira, relações de trabalho nas culuras de fumo, as varias etapas da produção e comercialização e desafios e soluções.


As denominadas culturas menores e a subsistência no Brasil: Conceitos: culturas menores (Subsistências). “lavoura de pobre”, características dessa produção, as relações de trabalho, plantio, beneficiamento, exportação ou consumo externo, a subsistência na colônia (principais dificuldades, os gêneros mais procurados e as dificuldades enfrentadas por uma cidade portuária).

Mão de obra nas culturas menores
Conceito de Economia de subsistência: se tornou mais restrito na historiografia as chamadas culturas menores segundo Caio Prado Junior; a grande lavoura exportadora era baseada na mão de obra e o acumulo do capitalismo. As chamadas culturas menores eram atividades da colônia e consumido internamente, não eram produzidas para a exportação e sim para o consumo local: carne seca, fumo, café, algodão e farinha de mandioca: culturas menores: visavam a exportação ou o trafico

As cidades portuárias enfrentavam muitas dificuldades, a subsistência por sua vez se baseava em um conjunto de produtos e atividades que criavam essa cultura de subsistência para uma determinada população,.tudo o que a população local usava era exclusivamente para sobreviver.

A cultura menor não usava mão de obra escrava.
A cultura maior usava a mão de obra escrava.
As culturas menores eram de pessoas que não tinham capitalismo e plantavam para a sua subsistência.

Cultura menores: mandioca
Lavoura de pobre entendia-se pelo cultivo na sua maioria o cultivo do fumo, era como se fosse uma oposição aos engenhos, pois no meio dessa cultura açucareira plantavam-se ainda outras culturas como o aipim, batata. A cultura do fumo era de pobre por que não era produzida somente por quem detinha terras, pois possuir esse bem significava ter status e prestigio social e o poder de barganha. Para as grandes culturas era preciso ter terras em grandes quantidades, sendo que o capitalismo era o grande responsável pela contratação de mão de obra qualificada além de ter dinheiro para comprar escravos que não eram nada baratos, por exemplo, um escravo em 1811: 120$000 réis (cento e vinte mil réis), um escravo em 1870: 1 conto e 200.000 réis (um milhão e duzentos mil réis, 10 vezes mais).O valor de um escravo era equivalente a comprar uma casa nas Mercês com uma janela e uma porta.

Agregados trabalhando nas terras dos senhores
O fumo até o século XVII utilizava pouca mão de obra escrava africana, era mais usado a mão de obra indígena para o plantio e essa mão de obra familiar era composta principalmente por crianças e  mulheres. As relações de trabalho era baseada na mão de obra escrava e a mão de obra livre, mas relações de subsistência utilizava-se agregados e rendeiros; os agregados moravam ou eram parentes dos donos da terra, se agregavam ao senhorio, esse tipo de relação posteriormente traria sérios problemas, a relação de trabalho escrava e indígena eram usadas no cultivo da farinha de mandioca, fumo, algodão, caça, pesca e mariscagem.

Cultivo do feijão, milho, fruta pão.
Com a chegada dos portugueses, mudou-se a obrigatoriedade de horários, os tupinambás não comiam carne de galinha, tatu, animais covardes. O plantio do fumo era plantado como o cultivo do açúcar com outras culturas como o: milho e o feijão, sempre misturando essas duas culturas, fumo / milho, fumo / feijão. Os africanos trouxeram algumas frutas como a fruta de pão, era uma espécie de planta que se comia em fatias e era produzida em grandes quantidades, porém não servia de alimento para as grandes viagens. O fumo passava por diversos processos de beneficiamento, sendo que o produtor era aquele que o beneficiava, depois o separava e logo após era manacado e separado, por fim era enrolado sendo que haviam três classes de fumo depois de pronto.

Fumo de corda


Fumo de corda era feito com o resto de fumo da pior qualidade, era utilizado no Brasil como remédio, na escovação de dentes nos navios negreiros, e nas grandes viagens acreditava-se no seu valor medicinal por pensar que era antibactericida.



Cultivo do algodão
O algodão era produzido na Bahia (Chapada Diamantina) e no NE nos estados e PE, PA, e sul do MA, a Chapada era uma região íngreme e de difícil acesso, os exportadores só aceitavam o algodão descaroçado, os portugueses detinha esse monopólio de descaroçar o algodão, pois acredita-se que haviam somente três maquinas que fizesse esse serviço, por isso eles colocavam o preço que bem desejassem; as dificuldades na Bahia e Pernambuco eram causadas justamente pela escassez desse maquinário.

Charque
Os principais gêneros de subsistência na Bahia: carne seca, farinha de mandioca, peixe, mariscos, legumes, feijão, aipim, batata e fruta pão. O pão de farinha era consumido inicialmente apenas pela elite, os pobres não comiam pão, comiam apenas cuscuz, beiju, pois o pão era considerado um alimento fino, em épocas de escassez dava-se somente um pedaço de pão para quem levasse em troca uma garrafa de azeite ou de vinho.

Pobre comia peixe seco, farinha, legumes.
Rico comia bacalhau, carne de galinha, carneiro.     

População baiana, final inicio séc. XIX
Salvador apresentava uma população sobressalente em torno de 2.000 pessoas todas oriundas das grandes navegações que traziam mais do que a cidade poderia suportar. Isso ocorria por causa dos roubos feitos em alto mar  pelos corsários e piratas, as grandes naus então viajam em frotas para chegar até aqui, era um caos de logística por que muitos produtos ainda não estavam prontos ou maduros por causa da época em que chegavam e pelos produtos naturais ainda não terem sido colhidos ou beneficiados.

Os preços dos produtos conseqüentemente subiam, a população ficava cada vez mais pobre e isso começava a incomodar as elites que se viam a todo o momento frente a rebeliões e movimentos de resistências por causa da falta de alimentos; como se não bastasse esses navios traziam também doenças, epidemias, criminosos em grandes números, tudo para piorar o que já estava muito ruim para a soterropolis.

Cultura da farinha de mandioca
Farinha de mandioca: um contra ponto baiano - isso significava uma oposição ao que já existia, como a economia exportadora e a economia de subsistência, os baianos se alimentavam principalmente de mandioca e seus derivados, fazia também parte de sua alimentação a carne seca que era oriunda da região da Prata, e do NE; esses produtos eram comprados em feiras, quitandas ou chácaras e fazendas, fazia parte também de sua dieta o dendê, o toucinho e leguminosos, havia os celeiros públicos que armazenavam: arroz, milho, feijão e farinha de mandioca.

Da Europa vinham produtos como: vinho, alho, azeite, bacalhau e queijo.

Havia também em Salvador: padarias, as casas de talho, açougues e armazéns.

Engenho de açúcar séc. XVIII
Um confronto baiano. Barickman, I - Pontos de discussão:  O conceito de economia de subsistência e o titulo do livro de Barickan, a importância da carne e da farinha de mandioca como gêneros de subsistências, o comer e as comidas da Bahia, diferentes etnias e classes sociais, o abastecimento: produtos e consumidores, abastecimento de uma cidade portuária e vínculos entre economia açucareira e outros mercados locais. O autor fala da subsistência da colônia, por ser um contra ponto baiano as comidas que se comia em relação aos ricos e pobres, e como os engenhos denotavam a relação com o açúcar, mandioca, e outras mercadorias além do escravo na Bahia.

Carne de peixe seca salgada
A economia de subsistência é relacionada aos alimentos para a conservação de tudo o que se precisava para viver na colônia, desde o peão de obra a esteiras, utensílios, aparatos domésticos, etc. Era estabelecido a produção de tudo na região, pois havia uma troca da produção e o consumo de todos os gêneros alimentícios produzidos aqui, com a farinha de mandioca se abastecia quase todos os navios que aqui atracavam, além de peixes, carnes salgadas, etc.

Mão de obra escrava africana
A mão de obra escrava era voltada para a exportação em larga escala onde os escravos faziam um pouco de tudo, pois havia nessa sistemática uma hierarquização em tudo o que se produzia e como se produzia. A manutenção era utilizada na America portuguesa nas relações de trabalho e majoritariamente na estrutura agrária, em sítios, roças, lavouras, etc. Não havia uma linha divisória entre o Estado e os grandes exportadores, ninguém se alimentava de fumo, mas esse produto era utilizado em larga escala para a possível prevenção de doenças da boca e pele, seu uso era feito especialmente por que acreditava-se que era antiinflamatório, bem como o uso terapêutico do alho.

A carne e a farinha de mandioca eram produtos básicos da alimentação, por isso se criava animais domesticas como bode, cabras, suínos, e o gado de maneira geral. A comida revelava a estrutura e classe social, além de determinados alimentos entrar e sair de “moda” como o bacalhau por ser barato, o azeite de dendê, o nhame, o aipim e a fruta pão.

Quando se produzia na área rural o senhor do engenho separava um lote para o plantio a produção de subsistência dos escravos. Os consumidores desses produtos encontravam-se em todas as camadas da sociedade, inclusive da elite, e eles eram comercializados em feiras, mercados, roças, quintais. Tais produtos compunham-se de abobora que era muito farta na época, aipim e o pão que era muito caro na época, pois a farinha de trigo era importada de Portugal e chegava aqui a preços exorbitantes.

Chegada de navios portugueses na Bahia
Os navios nunca chegavam aqui em um dia para partirem na outra semana, sendo que a população aumentava drasticamente no século XIX por causa da quantia de navios que aqui se encontrava, sendo ela dita flutuante, pois aumentava em 100, 150 mil habitantes por ano. A economia açucareira dependia de vários outros fatores para ser entregue nos prazos estipulados, e principalmente do mercado externo que era o principal fornecedor de produtos como: cobre, zinco, enxadas, facão, foices, tijolos, barro especial para as forragens da cana de açúcar e de fornos, lenha para fazer o fogo das caldeiras e lenha especial para fazer os caixotes onde o açúcar seria guardado e lenha para fazer os aparatos para os carros de boi. A economia açucareira dependia exclusivamente desses mercados para funcionar.

Os bandeirantes
Miguel Pereira da Costa: os interesses do relatório para: a coroa, para os funcionários e para os participantes das expedições. As noticias mais relevantes. O autor fala em forma de relatório como esse engenheiro e mestre de campo se relacionavam aqui na colônia e com Portugal, relatando os conhecimentos adquiridos no interior do Brasil, por exemplo, os Bandeirantes, eram era patrocinados por particulares e partia de SP para o interior do país, destacavam-se ainda por também conseguir patrocínio do Estado; as entradas eram patrocinadas pelo Estado para a procura de ouro e outros metais preciosos.
Embora fossem dois movimentos diferentes, apresentavam a mesma proposta de procura, fosse por índios ou riquezas. A importância desses relatórios era de suma importância para a coroa portuguesa, pois dessa maneira poderia controlar as riquezas encontradas na colônia.

A sociedade baiana - dificuldades para se estabelecer modelos de estratificação social: amplitude do tema, a bordagem teórica: uma sociedade de contas ( sociedade de ordens, sociedade estamental e sociedade de classes); caracterização geral da sociedade baiana: aberta? opulenta? fechada? pobre? tolerante? miserável? rígida? aberta? Os integrantes, a mobilidade social – critérios, o cenário baiano colonial.

Carro de boi utilizado em roças
Primeiras tentativas para se estabelecer o modelo de estratificação social: Caio Prado Jr – 1957, Celso Furtado – 1967, Fernando Azevedo – 1956. Bahia – Recôncavo no século XVIII: ocupações rurais (senhores do engenho, lavradores de cana “livre”, “cativos”, lavradores de tabaco, lavradores de substancias ou de roça, trabalhos pagos), escravo: oficiais e artesãos do serviço do engenho, de serviços domésticos, de serviço gado, de serviço de eito (terra, enxada), vadios ou vagabundos.

Escravos libertos
Ocupações urbanas: as autoridades coloniais (governo político e jurídico), as autoridades eclesiásticas: clero secular e clero regular, as autoridades militares: tropas pagas (de linha), tropas de milícia, comerciantes de “grosso trato”, comerciantes de pequeno trato ou mercadores: boticários, taberneiros, quitandeiros (as), trabalhadores pagos, ocupações exercidas por libertos ou escravos: oficiais e artesãos, regatões e regateiras, serviços domésticos, serviços de transporte de carga, serviços de roça. Não se pode desvincular o tema da estrutura do que produz e o que consome.

Senhores tem escravos.
Proprietários tem vaqueiros, tudo tem haver com o local e o período.

É um tema que tem haver com a estrutura de produção, mão de obra, valor e o tipo de trabalho.O escravo boçal era o escravo que não falava a língua onde se encontrava, geralmente era quieto e tímido. O modo de produção capitalista, feudal, escravagista (colonial) compunham a sociedade na sua estrutura demográfica representada pelos índios, brancos, mulatos, negros. O modelo dessa sociedade era baseado em como viviam? Onde eles moravam? O que consumiam? O que compravam? Quanto ganhavam? O que faziam? Eram características da sociedade.

Mapa das sociedades estamentais
Na sociedade não existia homogeneidade e sim heterogeneidade, tudo era feito em forma de analise entre dominantes e dominados, alforriados, escravos. A sociedade de ordens é a mãe da sociedade estamental. A escravidão seria algo que transcenderia as futuras gerações, através dos séculos.   A Sociedade de ordens marcava o período feudal, eram feitos acordos de poderosos que se davam o direito de controlar e disciplinar a sociedade, era baseada no que poderiam ou não fazer. Havia três pilares nessa sociedade que deveriam ser observados: 1° Estima., 2° Honra e 3° Dignidade.

Castigo aos escravos
O clero e os militares estavam presentes nessa associação compostas por alfonsinos, manuelinos e filipinos, na França isso aconteceria com a Revolução francesa. O castigo para o peão e o escravo era a morte, o açoite, forca ou o pelourinho. O castigo para o nobre se daria pela falsificação da cunhagem de moedas, de sodomia (homossexuais), teriam isenção de tormentos se fossem juízes, onde poderiam ser julgados, mas não torturados ou surrados, tinham o direito de apelo aos tribunais superiores.

''Homens de bem"
Gozar de estima social: era o “homem bom”, que freqüentava as rodas do governo, que possuíam terras, tinham status social, possuíam propriedades.Acidente de mecanismo: era não ter parentes judeus, de sangue sujo ou ser parente de negros. A estima baiana estava ligada a esse cotidiano; a dignidade era exclusiva de pessoas de hábitos refinados e isso era visto na maneira em como se vestiam, com o que possuíam, como se portavam na sociedade.

"Novos cristãos"
Eram critérios que davam maior ou menor prestigio na sociedade soteropolitana, isso era importante para as relações de apadrinhamento, pois assim eles ascenderiam em sua função social e econômica. Na sociedade de classe, a produção era tão importante que os valores éticos e morais eram deixados de lado, deixando de ter relevância. Esta mesma sociedade era ao mesmo tempo fragilizada, pois não havia responsabilidade com o mundo; os cristão novos sempre excluíram os negros, judeus, índios, mulatos, pardos, crioulos. A produção e o consumo se davam sempre pelo prestigio ocasionado pela cor, status, relação social e o respeito era obtido pela que ele possuía, essa era uma sociedade escravista com muita austeridade, isso porém não ocorria o tempo todo, muitas vezes esse tipo de pensamento era irrompido, diferente para os libertos e escravos.

A censura era rígida e a comunicação se fazia através de bilhetes e relatos; cada área apresentava as suas especificidades, o trabalho era geralmente a carpintaria, serradores, folheiros (trabalhavam com a fundição do cobre ou bronze), na área urbana por sua vez também haviam serviços de eito praticado pelos escravos. Nesse meio havia também muitos desempregados que muitas vezes eram confundidos com vagabundos. A autoridade eclesiástica do clero secular era ligada ao arcebispo e as autoridades eclesiásticas do clero regular diziam respeito às carmelitas, os beneditinos, eles obedeciam aos priores dessas ordens. Grande parte dos comerciantes eram donos de trapiches, era exportadores, importadores, vendedores além de venderem a prazo.

O boticário vendia remédios, pomadas, chás, eram os farmacêuticos da época.
O taberneiro vendia gêneros salgados, bebidas, petiscos.
O quitandeiro (a) vendia mingau, café com leite, galinha em penca. A classe dos serviços cotidianos era repleta de pedreiros, ourives, ferreiros, acendedores de lampião.

Boletins Sediciosos: referem-se a: Conjuração baiana de 1798, Revolta das argolinhas, Conjuração dos alfaiates, Movimento Democrático Baiano, Movimento Revolucionário Baiano, 1ª Revolução Social Brasileira, Sedição Intentada da Bahia.


Movimentos da Bahia no século XVIII – integraram movimentos brasileiros anti coloniais: falam da Bahia na época onde os principais documentos são os boletins sediciosos que foram colocados em locais movimentados de Salvador e posteriormente recolhidos pelo governo. Esses boletins falam dos muitos tributos cobrados diretamente pela rainha de Lisboa, além de criticar a escravidão e o absolutismo, os boletins criticavam a escravidão no sentido de um povo que vivia a mando da rainha, eles defendiam a liberdade, igualdade onde no futuro seria feito uma revolução conclamando o parlamento a criticar o absolutismo da rainha.

Os boletins criticavam que um porto aberto significaria a quebra do monopólio, principalmente a nação francesa, dizia ainda que todo padre ao falar da liberdade como inútil em público, deveria ser morto na mesma praça pública. (padres regulares: obedeciam as regras de suas ordens.), mais culta teria se o padre dissesse que um ato pecaminoso não fosse pecado. Os boletins falavam da isenção de qualidade, era necessário ter uma boa qualidade, eles defendiam a mesma igualdade para os militares de milícia.

Militares de linha: eram os prestigiados
Militares de milícia e ordenança: era composto por mulatos, dispendiosos.

Os boletins defendiam a igualdade de cor e classe, a quebra de todo tipo de monopólio, a desobediência a rainha, além de não admitir mais que a igreja fizesse mais a cabeça das pessoas.

Bandeira da Conjuração baiana
Movimentos da Bahia no século XVIII: movimento entre colonos e a metrópole, movimentos anti coloniais, as denominações, a Bahia na época, as fases do movimento, os envolvidos e condenados, os fatos mais relevantes. Os pontos discutíveis seriam as ideias, a bandeira, o papel da maçonaria, e a participação dos escravos.

Motim do Maneta
Boletins sediciosos: tinham esse nome por que ocorreram na metade do século XVIII e seus participantes ainda não tinham a idéia de separação do Brasil de Portugal, os revoltosos não estavam satisfeitos com a metrópole, iniciava-se assim com as idéias de negociação com esse poder régio. Em 1711 o Motim do Maneta deixava claro a insatisfação do povo com as altas taxas cobradas sobre os artigos e gêneros alimentícios, pois o poder local detinha o monopólio sobre certos produtos que só a elite baiana poderia comprar como: sal, azeite, vinho, esses produtos eram encarecidos e cobravam da população preços exorbitantes.

Maneta liderou essas pessoas pobres da cidade e invadiram os armazéns e vandalizaram tudo o que tinha neles. Foi um motim que ocorreu e teve a participação de um juiz do povo que defendia os revoltosos, o rei ao saber desse juiz, extinguiu o cargo, para que ele pudesse assim ser julgado.

Movimento da Câmara: em 1728 Portugal determinou que a Bahia pagasse um imposto extra para se defender dos piratas e corsários, essa determinação não foi aprovada por unanimidade, por isso os revoltosos quebrara a câmara e varias pessoa foram presas por não obedeceram as ordens metropolitanas.

Tira Dentes
Movimentos anti coloniais: eram movimentos que alcançariam o ideário de separação da metrópole, se caracterizavam por ser movimentos locais de cada capitania respectiva e pretendiam separar as capitanias e não o Brasil de Portugal, eram movimentos que demonstravam a insatisfação e o desejo de separação.

As denominações:  Conspiração Baiana de 1798 – Inácio Acioli e Brás do Amaral, foi um movimento insuflado pelos ingleses, 1ª Revolução Social Brasileira – Afonso Rui de Souza (1ª edição foi em 1942, foi quando o Brasil saiu da Ditadura do Estado Novo, ele foi perseguido pela ditadura Vargas, essa foi a primeira revolução socialista da América) o autor faz uma relação dos governos ditatoriais identificando o movimento trabalhador lento e persistente da massa dominadora instituindo as melhorias ao nosso povo. Pretendia abolir o povo baiano da escravidão da metrópole.

Sedição Intentada
Movimento Revolucionário Bahia de 1798 – Luis Henrique Tavares, foi preso por causa desse projeto, ele trabalhou em 1975 e escreveu a História da Sedição Intentada na Bahia em 1798 por que o período histórico era diferente, pois eles não escapariam mais dos boletins. Movimento Democrático Baiano – Kátia Matozzo, ela analisa os boletins comparando com os discursos franceses, ela intitula Movimento Democrático Baiano de 1798 por falar dos autores e das obras brasileiras através da relação com o movimento baiano e o movimento francês ocasionado pela Revolução Francesa.


O Estado baiano como toda grande metropole tem suas mazelas e qualidades, coisas boas e ruins, tendo um merecimento destacado por ter sido o primeiro em tudo, começando  pela capital e toda a logistica em relação a sociedade, economia, cultura, costumes, diversidade, maravilhas naturais, religiosas. É um misto de tudo o que o Brasil representa hoje, tem muito o que melhorar, mas, mais ainda a ensinar.
"VIVA O POVO BAIENSE"


Leituras: Dicas e sugestões imprescindíveis para entender esta postagem.

ALBUQUERQUE, Mauricio – Pesquisa histórica da formação social. O autor trabalha o patriotismo econômico com suas informações que não se encontram em qualquer lugar.

ANTONIOL, J. A – Cultura e opulência do Brasil. O trabalho do autor foi proibido pelo governo português por mais de um século por pensarem que ele seria perigoso por revelar locais estratégicos da colônia e sua sistemática considerado um risco, já para as outras nações seria como se fossem revelados segredos para maiores invasões.

BOXER, Charles – A cidade de ouro no Brasil. O autor inglês trabalha o século XVIII e fala da crise açucareira e a ascensão do ouro e das pedras preciosas.

FAUSTO, Boris - História do Brasil. O autor trabalha a história geral da economia geral do Brasil, além das outras culturas maiores.

SCHWARTZ, Stuart – Segredos internos. O autor trabalha a economia açucareira da Bahia mais especificamente no Recôncavo baiano, Rio de Janeiro e São Paulo.

PRADO, Caio – Formação do Brasil contemporâneo. História do Brasil contemporâneo. O autor trabalha a produção historiográfica do período, sendo o primeiro autor que escreveu a historia do Brasil numa perspectiva conjuntural e não factual: relação produção social, relação da exportação.

PINHO, Vanderley – História de um engenho, História social. O autor baiano (UFBA) trabalha a história do engenho no Recôncavo baiano a partir do século XVII – XX.

AZEVEDO, Thales – Porta da Cidade do Salvador . Thales Azevedo: Povoamento da Cidade do Salvador trabalhou as dificuldades do abastecimento e descrevia minuciosamente esses problemas.

MATOZZO, Katia – Bahia a Cidade do Salvador e seu mercado no séc. XIX

CALMON, Pedro - História da Bahia (das origens a atualidade: 1927)

NASCIMENTO, Anna Amélia Vieira – Dez Freguesias da Cidade do Salvador. Aspectos sociais e urbanos

SOUZA, Afonso Ruy – História Política e administrativa. História da Bahia, o autor fala da criação da Câmara Municipal.da Cidade do Salvador

TAVARES, Luis Henrique – História da Bahia

FAORO, Raymundo - em seu: “os donos do poder Vol. 1”, se revela um jurista que escreveu para entender a administração colonial, pois tudo girava em torno da burocracia portuguesa entre os séculos XVII – XVIII, por exemplo, os padres, os juristas, os governadores de terras e os proprietários de terras. No séc. XVIII foram o ouro e a prata e a crise do açúcar que predominaram na colônia, o estamento burocrático e o revezamento das elites faziam parte desse período histórico, por exemplo, o engenho do açúcar mostrava o positivo e o negativo na vida colonial do estamento no Brasil.

SOUZA, Afonso Ruy - “história da Câmara Municipal”, nos anos 50 foi professor da UCSAL e pioneiro sobre a Câmara Municipal na Cidade do Salvador.

PINHO, Wanderley - História social da cidade, foi professor da UFBA e trabalhou as hierarquias sociais na Bahia e quem fazia parte da Câmara Municipal que se dominavam os “Homens bons”; trabalhou os que: não eram judeus, não eram índios e os que se julgavam homens de sangue puro.

SCHWARTZ, Stuart - Burocracia e sociedade na Bahia colonial foi professor da universidade americana de Minessota e seu trabalho é sobre a Bahia no período colonial, o Tribunal de Relação da Bahia no que diz respeito a justiça e a hierarquia que compunham a elite colonial.

ALBUQUERQUE, Manoel Marcio - Pequena história social, o autor define a colônia como sendo uma formação social subordinada a metrópole e explica a colônia a partir da dominação.

Um comentário:

  1. Bom dia Teresa, obrigado pelos comentários, isso só faz com que eu me empenhe cada vez mais para aprimorar e melhorar o blog através de comentários como o seu. Infelizmente não tenho nada "ainda" sobre a Igreja da Misericórdia de Salvador, mas fica a dica para que eu trabalhe o tema em um futuro próximo.

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