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Desobediência
epistêmica – Valter Mignolo: Desobediência epistêmica – Valter Mignolo: é uma revolta do
“celeiro da américa latina”, tudo o que dizia respeito da cultura silvícola é
apagado para a nova civilização entrar, aconteceu em toda américa latina e por
toda esta vida nos trabalhamos reproduzimos a cultura do dominador, é a
colonialidade, o pensamento epistêmico do colonizador. Esses estudos
desconstruíam a partir das teorias de Foucault, Gattari; a desconstrução é
pensada com novas diretrizes, com a migração dos estudos da pesquisa com a
pratica. A pesquisa descobre e briga com o comportamento cultural, assim para
assumir a leitura como espaço de prazer há a luta do professor como lugar de
reprodução. A desconstrução da cultura sobre a mulher, sobre o negro, são
teorias que mexem com as inquietações, não há mudanças repentinas por lutar
contra comportamento cultural difícil de mudar. A mudança ocorre
paulatinamente.
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2 |
O
bom crioulo – Adolfo Caminha: há dois personagens que se encontram e um mata o
outro, o livro diz que o negro forte mata o branco, nisso ele sofre e no século
XX observa-se que o autor lidava com o discurso colonial. Esse romance foi uma
ordem de uma teoria que se estabelecia naquele século, ou seja, a literatura
acompanha o momento, ou seja, o negro já trazia a índole má. O branco (Aleixo)
foi seduzido pelo negro (Amaro) e nessa carência dentro de um navio houve a
relação.
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3 |
Iracema
– José de Alencar: Iracema se apaixona pelo português, ela é virgem e dormem,
ao acordar ela não é mais virgem. A índia morre de amores por ele, mas deixa o
filho Moacir, o português volta para o Brasil e leva o filho para a Europa. A
leitura da época é a da índia que seduz o europeu. A leitura hoje é a América
ou o Brasil, eles passam e avistam as terras, ou seja, a terra os seduziu.
Nossa educação, religião, cultura é toda portuguesa.
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4
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O
guarani – José de Alencar: Peri é apaixonado por Cecilia, no séc. XVIII já não
havia mais o índio fraco, perseguido e sim forte mas um índio subserviente
apaixonado pela branca, tudo o que ela pede ele traz.
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5 |
A
desobediência epistêmica nasce das revoluções de conhecimento para perpetuar a
partir de uma ideia de nação, por isso esses autores para dar um novo
significado a descolonização. A identidade que se pensa hoje é quem sou no
lugar que vivemos e o que a colonialidade fez com nossa cultura e quem esta a
margem dessa cultura e não consegue se inserir. Pensar uma cultura é pensar os
integrantes dessa cultura: brancos, negros, índios, mulher, homossexual. O
preconceito é não chegar ao outro e sim estabelecer algo sobre o outro. São
demandas que se pensa esse lugar decolonial. Nunca se pensou na cultura em
nunca se descontruir, ela estava imposta, para a academia é um assunto novo,
beirando a utopia, porém, o comportamento esta no pensamento coletivo. Uma
cultura do séc. XV começa a mudar agora, há um novo olhar. A desobediência
epistêmica é o espaço da descolonização. Há novos padrões e simples de dizer e
complexos de realizar. A desobediência epistêmica deve começar conosco,
desbloqueando ou desobedecendo uma epistemologia colocada não por mim mas pela
cultura. O saber se da pela cultura não pela cultura.
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6 |
Primeira
noção de desobediência: é a decolonidade, desobediência e a política da
identidade. Desobedecer
no sentido comum no dia a dia, neste caso, a desobediência epistêmica se atrela
a epistemiologia, não se nega o conhecimento, mas rediscute o conhecimento,
sendo necessário a discussão da cultura, biologia, religião, são lugares que
devem ser repensados, pelo fato de não terem sido construídos a toa, e sim a
construção política, ela começa da apropriação do lugar, mas essa terra há pessoas,
bens e do conhecimento desse povo, se apropria para dominar, precisa apagar,
zerar e implantar a minha cultura, mas não zera.
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7 |
O
subterrâneo do sujeito tem sua subjetividade, a criação do projeto de
colonização, e conhecer o que havia no outro lado, o projeto era de ampliar o
horizonte, e todos os que ali estavam precisavam ser submetidos a esse
conhecimento. A colonização, ou seja, sendo colônia, recebemos a epistemiologia
do outro: religião (católica) que trouxe os pudores possíveis porque quanto mais
disciplinados é o sujeito, melhor para que ele atenda e aceite a
epistemiologia. A igreja quando entrou aqui era dominadora, disciplinadora,
punitiva, colocava na mente das pessoas o pecado, os recatos da mulher na
sociedade.
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8 |
A
vida era pensada para a morte, quanto mais pessoas disciplinadas para a igreja,
era melhor para controlar. A nossa base foi a mais forte, a cruz de Cristo vem
para redimir e punir, redimir aos bons, penitentes, disciplinados e punir os
que não eram assim. A ideia de culpa vem disso. Hoje temos culpa de dizer que
não pode ajudá-lo. A cruz de Cristo trouxe todos os dogmas da religião.
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9 |
A
escola jesuítica: reforça a fé cristã, a escola foi uma extensão de todos os
dogmas das igrejas, os colégios eram feitos em forma de conventos para disciplina-los
através do jejum e sua formação era primeiro de homem, de mulheres
(diferenciadas - formavam professoras e donas de casa e ou senhoras que não
casariam). A política do Estado sempre foi a base para amparar o que a igreja
trazia e o que a escola dizia, Pombal foi um exemplo onde ditava a escola e sua
maneira de ser.
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10 |
Atualmente
vivemos, nossos antepassados viveram isso, nós nascemos em obediência. A
desobediência está ligada ao desapego sobre a vida, essa desobediência tem que
ser gerada no comportamento frente a vida; esse é um comportamento de uma culpa
que não é nossa, temos que nos conceber como sujeitos livres. Para Mignolo a
liberdade de ser e agir nos impulsiona para algum lugar. Atualmente a
desobediência dialogada com o papel descolonial, é uma negação, há um
rompimento que amarra, sufoca, sem estado de ser, viver, criar, produzir, mas
não quer dizer que romperá com tudo.
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11 |
A
vida deve ser fixada do jeito que gostaríamos, nós criamos essas resistências a
ponto de nossos contatos uma hora estagnam, assim a pessoa fica obrigada a
desfazer o que o trava, para isso é preciso criar essa liberdade e a partir daí
produzir para melhorar minha vida. Somos dependentes como diz Silviano, temos
uma dependência e isso gera um paradoxo de Colonialidade, somos dependentes da
cultura e ao mesmo tempo somos universais, temos vários olhares e não sabemos
lidar com isso por mexer com as ações do dia a dia.
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12 |
A
educação na sala de aula é técnica, não reflexiva, há um reforço de uma
colonização, na igreja havia o reforço de que ela era culpada. A partir dos
anos 1998 e 2000 em diante quando a internet e o celular abriram o horizonte
das pessoas, no Brasil houve uma aceleração rápida para a tecnologia, houve um
empoderamento dos brasileiros. Em 2006 Peru, Chile, Colômbia começaram a se
articular novas propostas de se pensar nas condições de ser negro, branco,
homossexual, tidas como fantasiosas.
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13 |
A
escola só mudará enquanto os professores tiverem conhecimento de teorias e a
desobediência não é romper com o passado e sim assimilar as novas tecnologias.
Não se faz revolução sem a presença dos alunos.
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14 |
Interculturalidade – Catherine Walsh: nos anos 90 era funcional, uma cultura dialogava com outra
cultura. A autora mostra que a interculturalidade deve ser na perspectiva de um
projeto decolonizador, ou seja, como o eu absorve o outro. Com a migraçao dos
venezuelanos, ele passa a perder os costumes e adquire novos hábitos, esse é um
processo de interculturalidade. A autora discute a compreensão de uma
interculturalidade mas que logo será pensado como forma crítica, de troca, de
convivência de percepção do que o outro é e como isso melhoraria nossa cultura.
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15 |
Identidade:
não se pensa mais em noção de origem e sim no conhecimento epistêmico, do
conhecimento que recebemos e o que ele mudou em nossa vida? Desobedecer é a
epistemologia que nos construiu e até que ponto ela dá conta de nossas
necessidades. A desobediência epistêmica rompe com as tradições que só nos
criam situações difíceis.
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16 |
A
interculturalidade crítica não é um fato é um processo minimamente possível que
se faz hoje do aprisionamento cultural que existe em nós, a mudança do processo
de alteridade só é possível quando o profissional exerce em aula. A partir dos
anos 90 se pensa as politicas publicas e na AL se pensa essa questão da
interculturalidade como um lugar indígena e sua representação na escola, na sociedade.
No BR foi diferente, foram os afrodescendentes que tomaram a frente dos
estudos. A autora parte por 3 eixos básicos: Interculturalidade funcional,
critica por estar na perspectiva da descolonização, dos rompimentos.
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17 |
Tomas
Tadeus da Silva. Discute que a educação tem um lugar eurocêntrico.
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18 |
Nilma Lino
Gomes. Nossas pesquisas são voltadas para os negros e raramente os índios.
1.
Compreensão da interculturalidade – mostra que a interculturalidade não é uma
palavra nova, o processo relacional seja por igualdade ou não existiu na
cultura LA entre colonizador e colonizado, isso só foi possível pelo processo
de interculturalidade, pois serviu apenas para mostrar a aproximadamente entre
branco e negros. O inter de interculturalidade é de falsidade. A interculturalidade
conta com a sutileza assimétrica.
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19 |
Relacional:
a interculturalidade relacional é o domínio do outro. O problema está nesta
perspectiva. É algo que semp0re existiu desde o momento que as culturas
começaram a se relacionar assimétricas ou não ou forjando a simetria, tudo isso
está no plano das relações. A política e os estados começam a perceber essa
funcionalidade onde as diversidades devem ser estudadas. A interculturalidade
sai do campo apenas relacional e agora ganha uma função nas políticas públicas,
nas escolas. Todas as margens do campo relacional com a nossa relação forjada,
agora há o estudo dessas relações, o fato que não fomos trabalhados com essas
perspectivas. A interculturalidade relacional tinha um lugar na relação.
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20 |
Funcional:
a interculturalidade funcional, deve ser inclusa, fazer parte das políticas
públicas, o sistema deve se preparar para essa nova realidade. As inclusões
hoje são forjadas para alimentar o mundo neoliberal. As políticas ditas para o
indígena, afro tem o perfil dessa interculturalidade funcional. O documento
serve a alguém. A relação que depois se transforma sem funcionalidade agora usa
o sujeito pelo fato de no entendimento dele agora é visto.
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21 |
Crítica:
é a interculturalidade crítica na sua forma essencial ainda não existe, é o
processo de descolonização. É o processo de descolonização do sujeito, há uma
inclusão forjada para beneficiar o grande capital. É de interesse do poder que
haja inferioridade para explorar e ter maior visibilidade do controle. A
interculturalidade critica começa quando critica as duas primeiras. A pessoa
nessa interculturalidade o conhecimento que o mundo relacional não ajudou
ninguém a crescer.
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22 |
2.
Interculturalidade, educação intercultural e políticas educativas.
2.1
A educação intercultural bilingue:
2.2
As reformas dos anos 90:
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23 |
2.3
As políticas educativas emergentes no século XXI: Ocorreu dois eixos de
mudança: o primeiro se refere entre educação e desenvolvimento humano integral,
o segundo pelo interculturalismo. Para Max Neef e Amartya Sen este segundo eixo
corresponde as necessidades de um desenvolvimento mais humano em períodos de
crise, onde cada um contribui para o desenvolvimento social, melhorando a
qualidade de vida e bem-estar destacando-se pela igualidade, diversidade,
democracia e proteção de recursos.
O
bem-estar pode ser entendido sob duas categorias: a ontológica que é o ser,
estar, ter e fazer e a axiológica: lazer, entendimento, criação, proteção e
para se chegar ao bem-estar dependerá exclusivamente das pessoas e não da
sociedade e de mudanças estruturais sociais, varia de acordo como as pessoas
vivem e controlam suas vidas, ou seja, cada pessoa contribui para o desenvolver
da sociedade ao ponto de superar os problemas do desenvolvimento.
De
acordo com essas perspectivas aumenta a inclusão aos grupos que sempre foram
excluídos pela sociedade por meios de mecanismos sociais evidenciando as
mudanças sociais de suas políticas favorecendo a diversidade no sentido de ser
os motivos de ameaça ou insegurança. Entidades como o FMI, CEPAL, BID garantem
essa união social pela interculturalidade. Há o temor da “radicalização de
imaginários étnicos” em estabelecer um novo senso comum compatível com o
mercado, nesse caso a interculturalidade funcional adentra os compôs do bem-estar
social individual colocando-o em projeção na modernização, globalização e
competitividade.
De
acordo com Walsh define as políticas protegem uma educação universal única afim
de alcançar a igualdade incorporada a adversidade, por isso vários países
estabeleceram leis que cria um sistema de “educação intercultural”. O México em
2001 deu início a um novo modelo escolar a partir da educação básica até a
universidade onde os índios também foram beneficiados cuja função era criar
programas de educação e línguas indígenas, ou seja, universidades voltadas para
a cultura indígena mexicana, posteriormente se questionou por que não chama-la
de intercultural em vez de indígena?
Mesmo
a questão da interculturalidade ser para todos, via-se a questão ainda era
centrada ao índio incorporando a diversidade linguística cultural. Ao se pensar
a educação interculturalidade tem-se a ideia de algo ainda distante; os
ensinamentos afrocolombianos também pretendem a obrigatoriedade de estudos
sobre sua cultura nas escolas bolivianas onde se ensina como matéria étnica e
não como base para pensar os conhecimentos tradicionais de uma Colombia
descendente de africanos.
A
Venezuela em 2007 também pensou num currículo bolivariano onde os indígenas e
os afrovenezuelanos compartilhariam uma educação também intercultural, tal
educação serviria para atender os contextos de coexistência a partir da
educação. Sua constituição entende a interculturalidade se estende ao pensar,
refundar e descolonizar o nacional. Bolívia e Equador também pensam a
interculturalidade no sentido de transformação, refundação e descolonização do
sistema.
Descolonizar
os nacionais, é um conceito subjetivo, desconhecido das pessoas e dos que
estudam a colonização por não basta saber, tem que entender o descolonizar é
preciso mudar as suas ações. Discute-se o sensível, a fala do outro, a
oportunidade de empoderamento, independência, que o sujeito faça a evolução
molecular... A discussão perpassa o campo da existência interior.
A
educação opera homogeneamente, opera monoculturalista, a escola é por natureza
conservadora pelo fato de padronizar o sujeito, disciplina o sujeito dizendo
que ele deve ser assim para ser aceito, caso contrário não controlará o
sujeito.
Senhor
leitor, todas as imagens foram retiradas do site de pesquisa Google, não se
sinta ofendido se por ventura, uma das imagens postadas for sua, a intenção do
blog é ilustrar didaticamente os textos e não plagiar as imagens. Obrigado pela
compreensão. TODOS OS DIREITOS AUTORAIS RECONHECIDOS.
Mr.
reader, all images were taken from the Google search site, do not feel offended
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understanding. ALL RECOGNIZED COPYRIGHT.
REFERÊNCIA: Prof.ª
Drª. Maria de Fátima Berenice Cruz: Professora da Universidade do Estado
da Bahia, Departamento de Linguística, Literatura e Artes - DLLArtes.
Professora da disciplina Politicas da Subjetividade.
Referencia das fotos:
1 - https://letterislivros.com/produtos/desobediencia-epistemica/
2 – https://www.kobo.com/br/pt/ebook/bom-crioulo-8
3 – https://armazemdacultura.com.br/products/hipnos-e-tanatos-em-iracema-de-jose-de-alencar
4 – https://www.traca.com.br/livro/1332312
5 – https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/revolucao-cientifica-seculo-xvii.htm
6 – https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/repertorio-entenda-conceitos-da-decolonialidade-para-usar-na-redacao
7 – https://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo01/colonizados.html
8 – https://diogenestraducoes.blogspot.com/
9 – https://www.recantodoescritor.com.br/2020/06/08/os-objetivos-da-educacao-jesuita-a-2026/
10 –
https://www.pensador.com/frase/MzIyMTk3Mw/
11 -
https://doisdez.com.br/linha-de-vida/
12 –
https://tecnoblog.net/responde/a-origem-do-som-da-internet-discada/
13 –
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/alunos-no-brasil-regridem-em-desempenho-do-6o-ao-9o-ano-do-ensino-fundamental/
14.https://www.facebook.com/Lisboa2017/photos/a.1928335944056629/2109210765969145/?type=3
15 –
https://fisica.net/historia/o-que-e-epistemologia.php
16 –
https://unileao.edu.br/blog/cultura-afrodescendente/
17 –
https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=DQspsDZFunk
18 –
https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/primeira-reitora-negra-de-instituicao-federal-toma-posse-8042333
19 –
https://editoraappris.com.br/produto/interdisciplinaridade-interculturalidade-e-interseccionalidade-faces-negras-na-escola/
20 –
https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/05/07/interculturalidade-vai-da-solucao-de-problemas-ao-jeitinho-brasileiro.htm
21 –
https://regiao-sul.pt/internacional/semana-da-interculturalidade/470054
22 –
https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/educacao-diversidade-e-interculturalidade-reflexoes-para-giros-decoloniais/
23 –
https://outraspalavras.net/descolonizacoes/poronde-reconstruir-a-educacao-brasileira/